Vício em cigarro e "fralda" de Luxa: Ronaldo relembra "causos" da carreira

Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação/Fox Sports

    Ronaldo concedeu entrevista ao programa "Aqui com Benja"

    Ronaldo concedeu entrevista ao programa "Aqui com Benja"

Em entrevista ao programa "Aqui com Benja", do canal Fox Sports, o ex-atacante Ronaldo contou várias histórias de sua carreira. Entre outras coisas, o ex-jogador, eleito o melhor do mundo três vezes pela Fifa (1996, 1997 e 2002), falou de seu vício no cigarro e lembrou de quando teve que treinar com uma espécie de fralda por causa de um remédio para emagrecer dado por Vanderlei Luxemburgo.

"Comecei a fumar tarde, e sempre fui discreto com isso, porque não é algo de que me orgulho, e inclusive tento parar. Quando jogava, fumava, e fisicamente não me atrapalhava. Mas é ruim de qualquer maneira, um péssimo hábito e exemplo", disse Ronaldo.

Após assistir a um depoimento de Luxemburgo relembrando o episódio da "fralda", Ronaldo riu. "Acho que em 1999, na Copa América. Eu estava vindo de férias, estava acima do peso, e o Luxemburgo me deu Xenical (remédio para emagrecer). De 10 em 10 minutos eu estava no banheiro, como ia sair do treino? Treinava com uma fralda, algo parecido, uma proteção. Estava fazendo um sacrifício para agradar o chefe", brincou.

Confira mais momentos da entrevista de Ronaldo, que vai ao ar às 22h30 deste sábado (27):

Início no Corinthians

Rodrigo Paiva/UOL

Falei: 'Andrés, temos que fazer um CT, um estádio'. Cheguei a treinar no Parque Ecológico com um contêiner, uma estrutura provisória furada. Chovia mais dentro do contêiner que fora. Muitas vezes eu ia treinar, pegava a roupa, entrava no carro sujo, ia para casa, tomava banho, lavava a roupa e devolvia para o clube. Falava todos os dias: 'Onde é que eu vim parar?'. Não no sentido pejorativo para o Corinthians, mas como o Corinthians, com a grandeza que tinha, não tinha a infraestrutura que precisava? Briguei com todo mundo, incentivei a acreditarem.

Briga com Capello e saída do Real

Philippe Desmazes/AFP Photo

"No Real Madrid, saí contra minha vontade, porque comecei a ter muito problema com o Capello (técnico). Pegava muito no meu pé. Podia estar 100 gramas a mais do meu peso e ele me tirava do time. Enfim, eu sou um cara que gosta de conversar, sou tolerante, quero entender os pontos de vista. Mas com ele não fui entendido. Eu compreendi a posição dele como treinador e líder do grupo, mas às vezes, no futebol, não são 100 gramas, 200, que fazem a diferença. Se trata de performance, e ele não avaliava a performance como um todo, o que eu podia levar. Acho que ele já me condicionava como refém dele, se eu jogasse mal era por ter um peso a mais. Nossa relação foi se desgastando, até que acontece uma ruptura, e no momento, quando o treinador está mais forte, o clube faz uma escolha".

Batalha contra as lesões

"É inevitável o medo de não ter controle da situação. Eu tive medo todas as vezes em que eu caí. Era um caminho de medo e incertezas, principalmente na primeira vez em que eu me machuquei, porque não tinha precedentes históricos no futebol a minha lesão. Demorei oito meses para conseguir mais de 100 graus de flexão na perna. Mas minha vontade e minha motivação eram maiores que o medo de não voltar a jogar. Acreditava no amor pelo futebol".

Idolatria por Zico

"Gostaria de tirar foto com vários jogadores, mas o Zico, toda vez que encontro, é uma festa. Para mim é uma emoção, cresci vendo ele jogar. Quando eu era criança, meu pai me levou ao Maraca para ver um Flamengo x Vasco. Depois a gente foi até a porta do vestiário e vários jogadores negaram autógrafo, não por mal, mas a criança sente. Hoje eu entendo. O último que saiu foi o Zico, que atendeu todo mundo. Peguei autógrafo com ele, foto, foi o máximo, uma recordação incrível".

Bola de Ouro 2017

AP Photo/Daniel Tejedor

"Esse ano na Bola de Ouro escolheria o Cristiano Ronaldo, pois há dois anos ele está sendo muito decisivo. Tem participação decisiva em muito jogos da Champions, foi campeão europeu com Portugal, está na final".

Messi ou CR7

"Os dois são fantásticos. O Messi encanta mais com a bola nos pés, faz gols e tudo mais. Mas os números do Cristiano Ronaldo você não pode ignorar. É uma comparação muito cruel. Os dois são excelentes e merecem o respeito de todos".

Tite

"O Tite não pode estar na categoria de treinador. É um excelente administrador de grupo, tem atenção para todo mundo".

Melhor time no qual jogou

Arquivo/Reuters

"O melhor time que eu joguei foi a seleção de 2002. Tinha a sensação de que a qualquer momento podia fazer gol, dava a segurança de que não tomaríamos gol bobo e no meio-campo resolveríamos. O time era entrosado, sem vaidades e individualidades. O grupo era importante. O Felipão conseguiu dar dinâmica e fazer o grupo pensar no coletivo".

O melhor companheiro: Zidane

"Fui feliz em todos os times, cada um no seu momento. Mas na época dos Galácticos eu joguei com Zidane, um cara que eu admiro, que é o melhor que jogou comigo e que vi treinar. É o cara que mais me encheu os olhos. O privilégio de estar com ele foi fantástico".

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