Gol contra nos acréscimos dá título da Copa da França ao Paris Sain-Germain

Do UOL, em São Paulo

Não foi nenhum dos reforços milionários o herói do Paris Saint-Germain neste sábado, na conquista da Copa da França. O time da capital sofreu para furar a defesa do modesto Angers, que segurou um empate sem gols até os 46min do segundo tempo, e só foi campeão graças a um gol contra: Issa Cissokho balançou as próprias redes e definiu a vitória por 1 a 0 do time da capital.

O gol é importante para amenizar a pressão sobre o PSG, que registra na temporada 2016/2017 o pior desempenho esportivo desde que recebeu uma injeção de recursos de investidores. A despeito de ter fechado o ciclo com três taças (venceu também a Copa da Liga Francesa e a Supercopa da França), o time da capital perdeu a hegemonia nacional para o Monaco e ainda foi eliminado da Liga dos Campeões da Uefa em uma expressiva goleada para o Barcelona (o time catalão, que havia perdido o primeiro duelo por 4 a 0, avançou às quartas de final com um triunfo por 6 a 1).

Título isola o PSG como rei de copas

A taça foi a 11ª do Paris Saint-Germain, maior vencedor da história da Copa da França. Até este sábado, a equipe da capital dividia a condição com o Olympique de Marselha, que já faturou dez edições do evento.

Um oi para o presidente

Um elemento que ajuda a medir a relevância da partida para os franceses foi a presença de Emmanuel Macron, 39, nas arquibancadas do Stade de France. Ex-ministro da Economia, ele venceu neste ano uma das eleições presidenciais mais disputadas da história dos gauleses e é o atual líder político do país.

E um adeus para um brasileiro

A decisão da Copa da França também foi especial para o lateral esquerdo Maxwell, 35. O jogador brasileiro tem contrato com o Paris Saint-Germain apenas até o término da atual temporada e já anunciou que a partida deste sábado seria a última como profissional.

Você conhece o Angers?

Fundado em 1919, o Angers é um time de cidade homônima, situada a 300 quilômetros de Paris na direção sudoeste. Disputa desde 2015 a elite do Campeonato Francês, mas jamais venceu o torneio ou a Copa da França.

Esse histórico, contudo, não pareceu influenciar na decisão deste sábado. Diante de um badalado Paris Saint-Germain, o Angers não se limitou a defender e teve até a melhor oportunidade de gol da etapa inicial: aos 27min, Nicolas Pepe acertou a trave da meta defendida por Areola.

PSG cresce, mas não consegue marcar

No segundo tempo, assim como havia sido na etapa inicial, o PSG teve mais a posse de bola e conseguiu mais amplitude. Trocou passes na defesa, ficou mais tempo no campo de ataque e fez com que o Angers se concentrasse cada vez mais na proteção do próprio gol. A diferença é que a equipe da capital aliou esse domínio das ações a uma postura um pouco mais incisiva, e com isso gerou oportunidades para marcar.

O número de chutes a gol, que estava parelho até o fim da primeira etapa, é um bom indício do quanto o PSG mudou de postura. A equipe de Unai Emery finalizou pelo menos quatro vezes mais do que o Angers.

Pressão do PSG funciona nos minutos finais

O domínio do PSG ficou ainda mais evidente no trecho final da decisão. Sobretudo depois da entrada de Javier Pastore, que substituiu Julian Draxler no lado esquerdo do ataque do time da capital. Foram pelo menos três grandes chances de gol nos últimos dez minutos do confronto, mas Cavani e Di María erraram as finalizações.

O chute de Di María, aliás, foi bloqueado pelo lateral direito Cissokho aos 43min do segundo tempo. Três minutos depois, porém, o jogador que havia sido herói definiu a partida. Di María cobrou escanteio, Matuidi disputou a bola e Cissokho acabou desviando para as próprias redes.

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