Dirigente do Vasco pode pegar um ano de suspensão em caso Victor Ramos

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Paulo Fernandes / Flickr do Vasco

    Anderson Barros, hoje no Vasco, era gerente de futebol do Vitória na época de V. Ramos

    Anderson Barros, hoje no Vasco, era gerente de futebol do Vitória na época de V. Ramos

O gerente de futebol do Vasco, Anderson Barros, foi citado pelo auditor do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), Mauro Marcelo de Lima e Silva, no inquérito que analisa o caso envolvendo o zagueiro Victor Ramos e o Internacional. Caso a procuradoria acate a denúncia, ele será enquadrado no artigo 222 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) e pode ser suspenso por um período de 90 dias a um ano.

Barros, na época do caso, era o gerente de futebol do Vitória, clube onde Victor Ramos atuava. De acordo com as investigações, ele foi o emissário inicial do email que, posteriormente, foi adulterado e que pode levar o Internacional até mesmo a exclusão na Série B.

O artigo 222 fala em "prestar depoimento falso perante a Justiça Desportiva". Segundo o inquérito, "o depoente não soube informar como poderia ocorrer o vazamento. Alegou ainda que não autorizou a divulgação de sua conversa privada. Curiosamente, hoje se sabe que foi ele quem transmitiu os e-mails a Francisco Godoy".

Francisco Godoy é empresário de Victor Ramos e seria o responsável por fazer a adulteração do arquivo. Embora a pena prevista para o artigo 222 seja alta, Anderson Barros pode se livrar dela caso reconheça a verdade dos fatos. Diz o CBJD: "A infração deixa de ser punível se o agente, antes do julgamento, se retratar e declarar a verdade". 

O UOL Esporte tentou entrar em contato com o gerente de futebol do Vasco, mas até ele não atendeu às ligações até a conclusão da reportagem.

Entenda o caso

O Internacional questionou a inscrição do zagueiro Victor Ramos pelo Vitória no Campeonato Brasileiro do ano passado. Segundo o clube gaúcho, o jogador tinha transferência irregular e não poderia atuar pelo Rubro-Negro. O Colorado fez pedido de julgamento no STJD, mas o caso acabou arquivado.

Na argumentação, no entanto, o Inter utilizou uma troca de e-mails referente à inscrição do jogador. Nela, o responsável pelas inscrições da CBF, Reynaldo Buzzoni, orientava o clube baiano a proceder a transferência internacional, que comprovaria o erro posterior. Buzzoni, por sua vez, disse posteriormente que os documentos de transferência de Victor não voltaram ao Monterrey, do México, entre os empréstimos a Palmeiras e Vitória, configurando uma transferência nacional e dentro do prazo.

A CBF encontrou adulterações nos documentos utilizados pelo Inter na solicitação, que chegou a ser levada ao Tribunal Arbitral do Esporte, na Suíça, sem sucesso. A CBF abriu inquérito para investigar as adulterações e a investigação deu origem ao documento divulgado nesta quarta-feira.

A motivação do Inter em tirar pontos do Vitória no Brasileirão era simples: fugir do rebaixamento. Brigando ponto a ponto com os baianos pela permanência na Série A, o Colorado tentou evitar o primeiro rebaixamento de sua história, mas acabou não conseguindo e atualmente joga a Série B.

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