Guto não vê erro em saída do Bahia e quer Inter com 'fome' na Série B

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

  • Jeremias Wernek/UOL

    Treinador ainda revelou que família pesou na decisão de aceitar oferta do Inter

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Guto Ferreira assumiu o Internacional esbanjando confiança. Nesta quinta-feira (1), o novo treinador do Colorado afirmou que falta 'fome' ao time na disputa dos primeiros jogos na Série B, revelou não ter pensado duas vezes diante da oferta do clube gaúcho e lembrou os amigos e ex-companheiros em Porto Alegre para chegar de peito aberto ao estádio Beira-Rio.

Nem a saída do Bahia, que gerou críticas em Salvador, e o apelido 'Gordiola', recebido nos tempos de Ponte Preta, abalaram.

"Eu não consegui dizer não ao Inter. A relação é muito profunda. Tenho dois filhos colorados, nascidos em Porto Alegre. Porto Alegre influenciou muito minha vida", disse Guto. "A medida que você conhece todos os funcionários, vem desprovido de medo e receio. Vem de peito aberto porque você confia em cada um que está ali", completou depois.

Procurado no domingo, um dia após a derrota do Inter para o Paysandu, Guto Ferreira não concordou com a visão de que criou um contrafluxo no mercado brasileiro. Ao invés de ser demitido, como é hábito, saiu antes do fim do contrato. O argumento do treinador para rebater as críticas foi a oportunidade de voltar ao Beira-Rio.

"Infelizmente esse é o processo. A gente analisa muito quem fez e como fez. A situação é igual para todo mundo. O erro... Acho que eu não fiz nada errado e nem o Internacional. À medida que tudo que estava no contrato foi cumprido. Ética? Ética para quem? Quem vai pagar minhas contas? É fácil pegar o microfone e fazer comentários. Sem dizer que eu buscava há muito tempo essa oportunidade. Não estou vindo aqui por dinheiro, mas pela oportunidade. Oportunidade de dirigir um gigante", afirmou o treinador.

Treinador interino do Inter em 2002 e 2008, Guto Ferreira volta com contrato até dezembro. E em alta, pelos bons trabalhos em Ponte Preta, Chapecoense e Bahia. A evolução pessoal também foi citada pelo substituto de Antonio Carlos Zago, demitido após cinco meses.

"Acho que esse é o momento que estou preparado. Nos outros momentos tinha conhecimento, algumas valências que me conduziram a resultados, mas faltava maturidade maior para conduzir. Hoje me acho preparado e meu trabalho vem dizendo isso", opinou.

Em outros trechos, Guto Ferreira rebateu rótulos. O primeiro de especialista em Série B. O segundo tem ligação com o apelido 'Gordiola'.

"Não (sou especialista em Série B). É uma coincidência. Fizemos trabalhos muito bons em Série A. Inclusive liderando com time mediado no começo. Já fomos galgados com times que eram lanterna e terminamos em 12º lugar. Não sou especialista em Série A, B ou C. Eu trabalho com futebol. Já subi na Série D para C, com o Mogi Mirim. Independente da série, a gente tem conseguido resultados", comentou.

"Esse apelido foi colocado quando eu estava na Ponte, pelo Flávio Prado. Ele quebrou um pouquinho o preconceito que existe contra o gordo. Fui recebido bem pelo povo baiano. Mas aqui, sempre fui conhecido como Guto Ferreira. Preciso ser valorizado pelo trabalho e não pelo apelido. As pessoas deixam de visualizar o trabalho. Se enxergarem o valor do meu trabalho, é melhor do que só colocar a alcunha à frente. Mesmo que ela seja respeitosa", apontou.

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