TAS mantém punição, e Atlético de Madri não poderá contratar até janeiro

Do UOL, em São Paulo

  • REUTERS/Javier Barbancho

O Tribunal de Arbitragem do Esporte (TAS) confirmou nesta quinta-feira a punição para o Atlético de Madrid de não poder contratar jogadores por duas temporadas. A multa, por outro lado, foi diminuída, passando de 825,3 mil euros (R$ 3 milhões) para 504,5 mil euros (R$ 1,8 milhões).

"O TAS aceitou parcialmente o recurso apresentado pelo Atlético de Madrid, reduzindo a sanção econômica, mas com a manutenção da proibição de registrar licenças este verão", afirmou o clube.

Assim, o tribunal ratifica em sua principal parte a decisão do Controle e Comissão Disciplinar da FIFA, que tinha tomado a medida como pena por irregularidade na aquisição de jovens nas categorias de base do clube.

Com a decisão, o Atlético não poderá inscrever novos jogadores até o próximo mercado de inverno (em janeiro), mas poderá recuperar aqueles que transferiram para outros clubes, vender atletas e promover quem estiver em categorias de base.

Atlético e Real Madrid foram condenados e proibidos de contratar jogadores pela Fifa em janeiro de 2016, após uma investigação da comissão disciplinar da entidade sobre a transferência e participação de jogadores menores de idade em competições.

Depois de receber o comunicado, o Atlético de Madri emitiu um comunicado reclamando "tratamento discriminatório" do TAS em favor do Real Madrid e de "falta de respeito" pelo atraso do julgamento para o dia 1º de Junho.

A Fifa puniu em setembro de 2016 o Real Madrid e o Atlético de Madri, proibindo os clubes de contratar novos jogadores durante um ano, por infrações na transferência de jogadores menores de idade.

A punição afetava as janelas de transferência de janeiro e junho de 2017, impossibilitando que ambos os clubes se reforçassem até janeiro de 2018.

Os dois clubes da capital espanhola recorreram ao TAS, que em dezembro do ano passado diminuiu a punição do Real, permitindo aos Merengues se reforçarem já neste mercado de transferências.

As diferenças de calendário para as duas decisões do TAS se devem ao fato do Atlético ter renunciado ao direito de solicitar uma medida suspensiva, com o objetivo de acelerar o processo de apelação no TAS.

"Acreditamos que a decisão de manter a proibição de registrar jogadores em um segundo período, o correspondente ao verão de 2017, representa uma injustiça e um tratamento discriminatório com a nossa organização, como recentemente e num caso semelhante diminuiu parcialmente a suspensão permitindo registrar licenças a partir do dia 1º de Julho. Esta resolução é injusta e representa danos irreparáveis para o nosso clube", disse o Atlético de Madri em comunicado.

Com informações da agência AFP.

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