Corinthians decide esperar por Castán e aposta fichas na volta de zagueiro

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • REUTERS/Giorgio Perottino

    Leandro Castán (à esquerda) em ação pelo Torino

    Leandro Castán (à esquerda) em ação pelo Torino

Sem Anderson Martins, o Corinthians definiu que outro velho conhecido será a prioridade para reforçar a defesa do treinador Fábio Carille. Aos 30 anos e campeão do Brasileiro 2011 e da Libertadores 2012, Leandro Castán é o alvo preferido caso obtenha liberação para voltar ao futebol brasileiro.

Inicialmente, a comissão técnica teve certa resistência em razão do desempenho recente de Leandro Castán. Emprestado pela Roma ao Torino na última temporada, o zagueiro não atuou perto de seu melhor nível e foi até devolvido ao clube de origem pouco antes do fim do Campeonato Italiano. Já em 2015/16, a serviço da Sampdoria, também teve dificuldades.

Na próxima quinta (08), Marcelo Castán, pai do zagueiro, se reúne com a Roma para definir quais os planos em relação ao futuro. Como as chances de formar parte do elenco para a temporada que vem são remotas, ele gostaria de retornar ao futebol brasileiro para tentar se recuperar. Ainda assim, a esperança em ser reintegrado cresceram com a saída do treinador Luciano Spalletti e do diretor esportivo Walter Sabatini. 

No último mês de março, a Roma e Leandro Castán firmaram um novo contrato até 2019, o que deixa a situação futura do zagueiro em dúvidas. A tendência é que ele peça um empréstimo de uma temporada para retornar ao Corinthians, clube em que foi projetado para a transferência ao futebol italiano.

A pressa do Corinthians para contratar um zagueiro diminuiu com as exibições convincentes do jovem Pedro Henrique, a confiança no também garoto Léo Santos e a volta de Balbuena em aproximadamente 10 dias. Também se espera pelo retorno de Vílson, em fase final de recuperação de lesão. 

Em análise do mercado interno, direção e comissão decidiram que o melhor seria apostar fichas na volta do velho conhecido – e com ótima relação com Fábio Carille, a quem conhece de Jaú, sua terra natal, e com quem trabalhou no Barueri e no Parque São Jorge.

Em dezembro de 2014, Castán precisou ser submetido a uma cirurgia na cabeça para retirada de uma cavernoma, espécie de lesão benigna no sistema nervoso central, com tamanho de três centímetros. Em função do problema inesperado, ficou sem jogar por 11 meses, entre setembro de 2014 e agosto de 2015.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

UOL Cursos Online

Todos os cursos