Ex-Palmeiras, Diogo convive com elefantes e 'asinhas' de grilo na Tailândia

Beatriz Cesarini

Do UOL, em São Paulo

  • Assessoria

    Diogo tem uma carreeira de sucesso no Buriram United

    Diogo tem uma carreeira de sucesso no Buriram United

A Tailândia é conhecida por ser um país exótico, com alimentação e cultura bem diferentes do Brasil. É nesse ambiente que o atacante Diogo vive desde o início de 2015, quando deixou o Palmeiras para se tornar um dos destaques do Buriram United. Em entrevista ao UOL Esporte, o brasileiro contou sobre as particularidades do país asiático, como grilos com sabor de asinhas de frango e elefantes pelas ruas.

Diogo, que admite "ter medo de bichos", nunca se arriscou a experimentar a culinária típica tailandesa com escorpiões e grilos, mesmo com amigos assegurando que o sabor é bom e até conhecido no Brasil.

"Aqui tem muitas coisas exóticas, comidas exóticas, como escorpião. Mas eu nunca cheguei a experimentar. Tenho muito medo. Aqui tem grilos também, que dizem que o gosto é igualzinho ao de asinha de frango (rs). Mas nunca tive coragem de provar nada disso", falou Diogo.

O jogador prefere seguir uma alimentação parecida com a brasileira, e contou que é possível sentir o sabor de casa mesmo tão longe. "Eles também têm arroz, feijão. Comem bastante frango. Então no supermercado é fácil encontrar essas coisas, carne para fazer em casa. Por isso eu como parecido com que comia no Brasil", contou.

Além da culinária exótica, Diogo já se deparou com alguns hábitos diferentes. Como os elefantes de estimação. O jogador contou que se deparou com o animal ao lado dele depois de ouvir um espirro muito barulhento em um estacionamento de restaurante.

"Eu tenho pavor de bicho, qualquer tipo, tenho muito medo. Eu saí do carro e ouvi um barulho de espirro, até comentei com meu amigo: 'Nossa que nojento'. Um barulho de espirro alto... Aí eu olho para o lado e tem um filhote de elefante. Tomei o maior susto. Era filhote, mas era grande já", falou o jogador, que diz já sentir adaptado com a cultura depois de dois anos.

Assessoria
Segundo ele, o que ajudou bastante em sua adaptação na Tailândia foi a população bastante acolhedora. O atacante disse que os próprios torcedores se parecem muito com os brasileiros. "O povo é muito acolhedor. Isso me ajudou bastante aqui, porque é uma mudança muito grande, um país muito diferente do Brasil", falou.

"Os torcedores vivem muito os times daqui. Usam camisa no dia-a-dia, uma coisa que notei que é parecida com o Brasil. Quando você vai ao mercado, shopping, você vê eles usando a camisa do time", acrescentou

A família também já se adaptou à Tailândia. O filho mais velho de Diogo, Enzo, já vai para a escola local aos seis anos de idade. Além disso, eles aproveitam para curtir as belezas naturais enquanto o atacante está de folga.

Sucesso no Buriram

Assessoria
Diogo se diz satisfeito no Buriram United.  Na atual temporada, disputou 18 jogos, marcou 15 gols e deu 7 assistências. Desde que chegou ao clube asiático, o atacante soma 75 tentos em 88 partidas.

Em 2015, ano que começou no Buriram United, Diogo ganhou o prêmio de melhor jogador do Campeonato Tailandês e se tornou o maior artilheiro da história da competição nacional, com 33 gols marcados. Na atual temporada, ele almeja chegar à mesma marca de 2015, mas quer, principalmente, levantar troféus com a equipe.

"É uma marca difícil. Mas esse ano estou muito focado, encarando como e fosse o primeiro. Meu objetivo principal é ajudar a equipe a voltar a ganhar títulos. Depois pensar nas conquistas individuais, que também são muito boas", comentou Diogo.

No ano de 2016, o brasileiro acabou sofrendo uma lesão nos ligamentos do ombro, que o afastou por quatro meses. Mesmo assim, ele balançou as redes em 15 oportunidades das 19 partidas que atuou.

Palmeirense na infância, Diogo segue os passos da equipe

Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação
Ex-jogador do Palmeiras, Diogo torcia para a agremiação alviverde quando era criança. Por ter um carinho especial, o atacante acompanha os jogos do time comandado pelo técnico Cuca mesmo de muito longe.

"O Palmeiras é um clube que gosto muito. Na verdade, quando eu era pequeno, eu era torcedor do Palmeiras. Eu torcia na minha infância. Comecei na Lusa e tenho um grande carinho por eles também, então costumo acompanhar. Mas o Palmeiras eu torcia na infância", falou Diogo.

Quando atuou pelo Palmeiras em 2014, o atacante teve destaque, mas acabou prejudicado por sofrer lesões quando estava em boas sequências. Mesmo assim, o jogador vê sua passagem de forma positiva.

"Toda vez que eu fazia uma boa sequência, tinha uma lesão. E também peguei uma fase com várias trocas de treinadores (Gilson Kleina, Ricardo Gareca, Alberto Valentim e Dorival Júnior). Lesões e essa troca grande de treinadores podem ter prejudicado minha passagem lá. Mas são coisas que acontecem no futebol", falou.

Carinho pela Portuguesa

ALE VIANNA/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Diogo começou sua carreira no futebol profissional e foi revelado pela Portuguesa. Por isso, o atleta tem grande admiração pela equipe paulistana. O atacante lamentou o momento difícil pelo qual a Lusa está passando.

"É muito triste. Por muitos anos, a Portuguesa revelou muitos bons jogadores, muitos craques, é importante. Quem passou por lá e conviveu sabe que a Portuguesa está na situação por má administração, então eu fico triste demais. Espero, embora acredite que seja muito difícil, espero que um dia volte a ser o que era", comentou.

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