Fla desembarca sob protesto e ameaças; Muralha e Zé Ricardo são alvos

Pedro Ivo Almeida

Do UOL, no Rio de Janeiro

De nada adiantou a troca de portão de última hora. Saindo pela área de desembarque internacional do aeroporto de Galeão, a delegação do Flamengo foi alvo de protestos e ameaças da torcida na volta ao Rio de Janeiro após a derrota por 2 a 0 para o Sport, em Recife, pelo Campeonato Brasileiro. O goleiro Muralha e o técnico Zé Ricardo foram os principais alvos.

Cerca de 15 integrantes de torcida organizadas ficaram na porta do ônibus para protestarem contra a equipe, que ocupa a 14ª colocação da Série A com apenas seis pontos conquistados. 

"Vocês estão merecendo é porrada. Isso é sacanagem. Isso aqui é Flamengo. Estão com salário em dia em 14º na tabela? Vergonha!", foi uma das frases proferidas pelos torcedores.

"Diretoria, até quando vamos aturar Muralha? Zé Ricardo já deu, chega. Não dá para perder para o Sport", completou outro.

O protesto incomodou bastante o diretor executivo de futebol do Flamengo, Rodrigo Caetano. Ele questionava seguranças do clube e da Infraero a todo instante. O dirigente ficou irritado com o fato de a troca de portão não ter evitado o contato de torcedores com o time.

As ofensas da torcida a poucos metros assustaram os jogadores. De cabeça baixa, a delegação não escondia a intimidação sofrida.

O único a escapar da ira da torcida - ao menos fisicamente - foi o presidente Eduardo Bandeira de Mello. Enquanto jogadores e diretoria de futebol se dirigiam para o ônibus e encaravam a revolta dos rubro-negros, o mandatário saiu por outro lado, escoltado por seguranças, e entrou rapidamente em um táxi.

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