Foco, destaque e fim das lesões. Por que o Inter pode reaproveitar C. Winck

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

Com a saída de William pela frente e reconstruindo o setor defensivo sob comando de Guto Ferreira, o Internacional observa uma antiga promessa: Claudio Winck. Sem chance no Colorado até então, o jogador brilha no time Sub-23, já marcou dez gols na temporada e pode receber nova oportunidade.

São dois indicativos bem claros para ao menos observar Wick com outros olhos. O primeiro é a relação de Guto Ferreira com ele. O treinador do time principal acompanhou de perto o crescimento de Claudio nas categorias de base do Inter. Quando técnico dos times inferiores ou mesmo coordenador do setor, Guto esteve atento à evolução do atleta que hoje tem 23 anos.

Tanto que, ao assumir a Chapecoense, o comandante de campo pediu a contratação de Winck, que optou por voltar da Itália, onde atuava no Hellas Verona, para servir ao atual treinador do principal do Inter. Por lá, ele foi titular quando Guto estava na equipe, perdeu espaço a partir da saída dele e não estava na delegação que acabou sofrendo o trágico acidente de novembro passado.

No primeiro jogo do técnico no Inter, Junio foi o titular. Para a segunda partida, Alemão e Ceará foram relacionados. William, que está lesionado, não deve mais atuar pelo clube de Porto Alegre, já que irá se transferir para o Wolfsburg, da Alemanha, dentro de um mês. E assim, o Colorado busca uma solução para o setor.

Outro indicativo da observação de Winck é seu bom desempenho. Atuando como lateral ou meio-campista do time Sub-23 na Segunda Divisão Gaúcha (Terceirona), ele já marcou dez gols e é vice-artilheiro do time que venceu 13 dos 15 jogos que disputou até o momento.

Na única partida que fez pelo Inter em competição do principal neste ano, ele ainda marcou um gol e foi destaque. Contra o Criciúma, o time B foi utilizado e o primeiro gol da vitória por 3 a 1 saiu depois de Winck ganhar uma disputa de cabeça dentro da área adversária, o goleiro defender e ele marcar no rebote (veja no vídeo). Na ocasião, ele esperava nova chance, que não aconteceu, mas ganha outro contexto agora.

"Eu estava esperando há muito tempo esta oportunidade. Treinava em Alvorada e esperava esta chance todos os dias. Quando eu menos esperei, ela veio e eu fiz um grande jogo", disse. "O mais difícil [quando treinava com o time B] é ter a cabeça no lugar. Uma peça fundamental foi meu pai, que acordava todo dia e me dizia para ter paciência. A chance chegou, aproveitei, quero ficar no A e ter oportunidades", completou na ocasião.

O estigma de jogador repetidamente lesionado também caiu por terra. Há um ano e quatro meses que Claudio não tem uma lesão sequer. Além disso, o jogador tem recebido elogios pelo comprometimento. Mesmo com carreira vasta em comparação aos colegas de time, cuja maioria atuou apenas nas categorias inferiores, Winck tem mantido foco e comprometimento no Sub-23.

"Ele está muito bem. Tem treinado bem e desempenhado bem a função dele. Está comprometido e fazendo as coisas da forma correta", disse o técnico do time Sub-23, Ricardo Colbachini, ao UOL Esporte.

Sobrinho do ex-lateral direito e atual técnico do Criciúma, Luiz Carlos Winck, Claudio tem contrato com o Inter até o ano que vem. Além do Colorado, ele defendeu Hellas Verona, na Itália, e Chapecoense. Seu principal ano na carreira foi 2014, quando fez 26 partidas e marcou 5 gols pelo Inter. Inclusive um no clássico Gre-Nal.

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