Inter quer encerrar processo e indica que não irá recorrer de punição

Do UOL, em Porto Alegre

  • Divulgação/MIG

    Marcelo Medeiros, presidente do Inter, indica que clube não irá recorrer no STJD

    Marcelo Medeiros, presidente do Inter, indica que clube não irá recorrer no STJD

Sem ser definitivo, o presidente do Inter, Marcelo Medeiros, indicou que não irá recorrer da multa aplicada ao clube no caso dos e-mails adulterados julgado no STJD nesta terça-feira (13). Segundo o mandatário, o clube quer encerrar tal processo o mais rápido possível.

"Não digo nem que sim nem que não (se irá recorrer). A procuradoria também pode recorrer. A nossa intenção é resolver esta questão da maneira mais rápida e viável para o clube", disse Medeiros.

Na avaliação do caso, Medeiros mostrou um certo contentamento. Dentre as penas que poderiam ocorrer, como a expulsão da Série B ou a proibição de realizar transferências, a aplicada foi a menor.

"Dentro das expectativas, principalmente dentro do enquadramento em que foi formulada a denúncia, onde havia a possibilidade do clube ser suspenso de atividades, e ter restrição ou suspensão do direito de contratar, a multa pecuniária aplicada, é uma saída viável. O clube pode dar andamento a suas atividades de uma forma tranquila, voltar a se preocupar em voltar à Série A dentro de campo, sem risco de uma punição maior que seria outro rebaixamento. Vamos aguardar neste momento a publicação da decisão, vamos nos reunir com o departamento jurídico, conselho de gestão, e tomar a decisão mais prudente para o clube", disse.

O Internacional foi punido com o pagamento de R$ 720 mil por conta do uso de documentos adulterados no processo do 'caso Victor Ramos'. Enquanto isso, o ex-presidente Vitório Píffero foi punido com afastamento de 555 dias e mais multa de R$ 90 mil.

"Não vou entrar na questão de justo ou injusto. Havendo possibilidade, dentro das penas previstas, a chance de suspensão das atividades do clube ou até ir para uma divisão inferior, ou ter limitações na qualificação do grupo profissional, eu acho que foi uma saída em que o clube tem todas as condições de superar este episódio e focar nossas atenções dentro de campo", disse Medeiros. "É um processo longo, oneroso... O Inter foi até o Tribunal do CAS, na Suíça, mas o clube tinha o dever de defender seus interesses... Hoje o julgamento decorrente dos documentos juntados teve uma decisão, ainda cabe um recurso, mas é prematuro falar dessa situação. Vamos tomar a decisão mais prudente", avaliou.

Ao contrário de Píffero, que reclamou após o julgamento, o Inter, na pessoa de seu presidente, não bradou contra a CBF.

"Nossa relação (com a CBF), desde que assumimos a gestão do clube, nunca esteve estremecida. Já estive quatro vezes na CBF tratando do interesse do Inter. Quando o Inter precisou do retorno do Odair Hellmann (auxiliar técnico que estava servindo à seleção brasileira Sub-20) não houve problema com a CBF. Eles têm tanta coisa para resolver que não vão ficar preocupados em fazer algum tipo de retaliação com algum clube de futebol", afirmou. "Este processo ocasionou um desgaste (na imagem do clube). Mas um clube do tamanho do Inter, com sua torcida, estádio, paixão, a melhor forma de mostrar grandeza é dentro de campo e é isso que fazemos a cada jogo. Não será diferente hoje", finalizou citando a partida das 21h30 (de Brasília), contra o América-MG.

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