Troca peça, não a tática. Amistosos reforçam apego de Tite ao esquema atual

Do UOL, em São Paulo

Os amistosos da seleção brasileira contra Austrália e Argentina reafirmaram o apego de Tite com o esquema tático que o consagrou no Corinthians e tem sido base do seu sucesso ao substituir Dunga: o 4-1-4-1.

Embora tenha testado todos os seus jogadores convocados, com exceção de Ederson, o terceiro goleiro, o comandante mostrou que a seleção brasileira será escalada sempre no mesmo esquema. Para isso, ele consegue até adaptar a função de atletas para que eles sintam menor diferença possível em relação ao papel desempenhado nos clubes.

David Luiz, por exemplo, atua como zagueiro no Chelsea em um esquema que varia do 3-4-3, quando a equipe tem a bola, para o 5-4-1, quando o time perde a bola. Tanto em um quanto no outro, o brasileiro joga centralizado entre Cahill e Azpilicueta.

Especialmente quando tem a bola, David tem liberdade para sair. Por isso, no jogo contra a Austrália ele foi escalado como o primeiro volante à frente da linha de quatro. Na cabeça de Tite, ele não concorre com Miranda, Marquinhos, Thiago Silva e Gil por uma vaga, embora possa atuar por lá em situações determinadas.

Por isso, é correto afirmar que David Luiz briga diretamente com Casemiro e Fernandinho por uma vaga na equipe titular. Na zaga, Rodrigo Caio e Jemerson completam a lista dos que brigam por espaço. 

Alex Sandro e Daniel Alves vivem situações semelhantes. Embora atuem no 3-5-2 na Juventus, eles cumprem o papel de ajudar a linha defensiva quando a equipe perde a bola, mas têm liberdade para subir quando há a posse. Já Filipe Luís e Marcelo reproduzem um esquema quase que idêntico no Atlético de Madri e Real Madrid, respectivamente. Em situação parecida, Fagner e Rafinha ainda travam briga para ser a sombra de Daniel Alves.

É na linha do meio-campo que Tite pode apresentar uma variação natural do seu esquema, mudando um pouco o posicionamento para o 4-2-3-1. Foi assim que ele sinalizou a equipe com Paulinho um pouco mais recuado, atuando ao lado de David Luiz, dando mais liberdade para uma linha que teve Coutinho, Douglas Costa e Giuliano.

Ainda assim, é Paulinho tem liberdade o suficiente para subir e compor uma linha de quatro. O 4-1-4-1, então, segue como base. Especialmente porque a mudança não tira a responsabilidade defensiva de Coutinho e Douglas Costa, que recuam bastante quando a equipe não tem a bola.

Nessa briga, a linha titular está garantida, com Neymar, Coutinho, Renato Augusto e Paulinho. Eles têm os já citados Douglas Costa, Giuliano, Willian e Taison como grandes concorrentes. Luan, do Grêmio, ainda foi colocado no radar por Tite, além de Dudu (Palmeiras), Rodriguinho (Corinthians) e Lucas Lima (Santos), que completam a lista dos que poderiam compor a linha de quatro do meio-campo. 

À frente, Gabriel Jesus reina absoluto como titular e vê a briga pela sua reserva esquentar. Roberto Firmino foi bem quando teve chance, mas Diego Souza mostra que está com o faro de gol apurado. Contra a Austrália, ele atuou novamente como camisa 9, fez dois gols e recebeu muitos elogios de Tite.

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