Em disputa com a Conmebol, Chape falta à homenagem em sorteio

Rodrigo Mattos

Do UOL, em Assunção

  • REUTERS/Marcos Brindicci

Em meio a uma disputa judicial por sua eliminação, a diretoria da Chapecoense faltou ao sorteio da Libertadores e da Copa Sul-Americana em que receberia uma homenagem nesta quarta-feira. O presidente do clube, Plínio David de Nês Filho, nega que tenha havido qualquer represália à confederação sul-americana e atribui a ausência a questão logísticas. Há uma queda-de-braço no tribunal por conta da retirada do time catarinense por irregularidade de jogador.

A Chapecoense foi eliminada da Libertadores por decisão do tribunal disciplinar da Conmebol que viu irregularidade na escalação do zagueiro Luiz Otávio. Por isso, tirou três pontos do time.

Mas dirigentes do clube catarinense não concordaram com a decisão e ficaram contrariados com o tribunal. Até porque o comitê disciplinar da Conmebol só enviou as razões para a eliminação nesta quarta-feira, duas semanas depois da decisão e no dia do sorteio das oitavas da Libertadores. Ou seja, prejudicou o recurso da Chapecoense no tribunal.

Neste evento do sorteio, estava prevista a entrega de uma Copa de homenagem para a Chapecoense. Esse item foi retirado da programação com a ausência do clube. O presidente Plínio Nês Filho afirmou que não foi porque tinha outros compromissos mais importantes, e por questão logística.

"Era minha pessoa que iria a essa reunião, porém por razões de outros assuntos prioritários no momento, de amistoso internacionais, eu fiquei em Chapecó. Indiquei o vice Ney Maidana e o gerente Nivaldo, mas ocorreu problema de passagem aérea", afirmou ele ao UOL Esporte.

O dirigente da Chapecoense, no entanto, reconheceu que não concorda com a atitude do tribunal da Conmebol ao eliminar o clube.

"Neste episódio, nos achamos com toda a razão e vamos continuar com esse encaminhamento até a última instância. Estamos com razão porque não recebemos a comunicação. O delegado nos avisou 10 min antes do jogo. Autorizamos a entrada do atleta até porque estava na beira do gramado. Faltava dois minutos para o jogo", contou Plínio.

A defesa da Chapecoense ainda ficou surpresa com os argumentos da decisão da Conmebol e os considerou sem lógica, pela apuração do UOL. Isso porque afirma que o clube catarinense já deveria prever que Luiz Otávio ficaria suspenso mesmo antes da decisão do tribunal de condená-lo.

Está claro, portanto, que o clima entre a Conmebol e a Chapecoense não é o mesmo do ano passado quando o clube foi homenageado após o acidente que matou quase todo seu elenco.

 

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