Abel torna-se "paizão" de Richarlison em meio a polêmica com Palmeiras

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • LUCAS MERÇON/FLUMINENSE F.C.

    Richarlison pediu desculpas a Abel Braga e chegou a chorar

    Richarlison pediu desculpas a Abel Braga e chegou a chorar

Mais que um ombro amigo. Quase um colo paternal. Foi em Abel Braga que o jovem Richarlison procurou abrigo após dias conturbados diante da sedutora proposta do Palmeiras. Atordoado, pediu para não enfrentar o clube paulista na semana passada e levantou polêmica. Arrependido com a atitude, procurou o treinador para uma conversa a sós, pediu desculpas e chorou.

Com seu estilo "paizão", Abel conseguiu dar ao atacante o carinho que buscava e a força necessária para estar em campo nesta quinta-feira (15) contra o Grêmio no Maracanã.

O reencontro com a torcida foi cercado de expectativa. Irão vaiar? Aplaudir? Qual será a reação? No fim, os lamentos ficaram apenas com a derrota por 2 a 0 para os gaúchos. Richarlison, no entanto, foi aplaudido antes mesmo da bola rolar, quando seu nome foi anunciado no sistema de som. Durante a escalação dos torcedores, também foi cantado e acenou em retribuição.

Em campo, chegou a balançar a rede, o que tornaria o capítulo da novela ainda mais especial. Porém, após momentos de indecisão, a arbitragem assinalou corretamente um impedimento e anulou o gol. Abel foi só elogios:

"Richarlison foi excepcional, fez o que a gente espera dele. No primeiro tempo, tirou o Edilson de posição. Fez um gol. Bandeirinha não levantou, mas não correu. Não analiso a arbitragem".

O treinador também fez questão de enaltecer a postura da torcida com o jogador:

"Acho que a torcida teve um comportamento legal com o Richarlison, que cansou no segundo tempo, mas é normal".

Palmeiras ainda não desistiu de Richarlison

Na manhã desta quinta-feira, o UOL Esporte revelou que o Palmeiras ainda não desistiu de Richarlison mesmo com o Fluminense batendo o pé dizendo que não irá negociar com o clube paulista.

A nova estratégia do Alviverde está na aposta em relação a dívida que os cariocas possuem com os empresários envolvidos na transação. Os palmeirenses acenam com uma proposta de R$ 40 milhões pelo atacante.
 

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