Aliados já veem candidatura de Andrés como certeza no Corinthians em 2018

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • TV UOL

    Andrés Sanchez presidiu o Corinthians de 2007 a 2011

    Andrés Sanchez presidiu o Corinthians de 2007 a 2011

A oito meses das eleições para a sucessão de Roberto de Andrade, a política do Corinthians se movimenta com um cenário cada vez mais claro de que Andrés Sanchez será candidato à presidência. Embora ele negue essa definição, até porque há muito tempo até o pleito para assumir uma posição clara, os principais aliados de Sanchez já tratam a participação como certeza. 

"Eu não decidi ainda. Não sou eu que decido. As pessoas e os grupos que decidem. Eu vou trabalhar como sempre trabalhei para o Corinthians, mas não tem nada definido. Acho que é muito cedo e temos que apoiar quem está aí para ser campeão brasileiro. Depois, lá na frente, vamos ver o que o clube, as pessoas e os grupos decidem", declarou Andrés Sanchez nos últimos dias. 

Situação perde opções 

A análise dos aliados de Andrés, de modo geral, é que a administração de Roberto de Andrade não projetou novas lideranças capazes de competir pela presidência. Além disso, potenciais nomes da situação como Paulo Garcia e Duílio Monteiro Alves não devem concorrer. O primeiro, por pedido da própria família e pouco tempo para se dedicar à função. O segundo por ainda morar nos Estados Unidos, onde tem negócios. 

Quem também era cotado a concorrer, mas perdeu força nos últimos meses é o atual vice-presidente Jorge Kalil. Ele chegou a pedir afastamento recente por problemas de saúde, mas se desgastou politicamente ao longo da administração de Roberto. 

Além disso, até o momento a conclusão é que a Operação Lava Jato não trouxe grandes danos à imagem de Andrés. Segundo a Folha de S. Paulo, Sanchez recebeu R$ 2,5 milhões de caixa 2 da Odebrecht em sua campanha para deputado. Mesmo assim, nada que tenha gerado muito prejuízo a ele. 

O nome de seu ex-assessor de gabinete e aliado André Luiz Oliveira, o André Negão, é que apareceu em planilhas relacionadas à Arena como possível receptor de R$ 500 mil em propinas. O episódio ajudou a tirar do caminho mais um possível sucessor de Roberto de Andrade. 

Como conciliar o mandato em Brasília? E quem será oposição?

2018 será o último ano de Andrés Sanchez como deputado federal, o que implicaria em conciliar durante 10 meses a presidência do Corinthians e o trabalho em Brasília. Até o momento, não há indícios de que ele vá concorrer à reeleição à Câmara.

Para acumular as duas funções, então, a solução apontada por aliados seria ter vice-presidentes e diretores com maior autonomia. Nesse sentido, nomes como Luís Paulo Rosenberg, para o marketing, Raúl Correia para as finanças e Eduardo Ferreira para o futebol são nomes cotados. 

O provável adversário de Andrés Sanchez é Antonio Roque Citadini, candidato da oposição derrotado por Roberto de Andrade em 2015. A presença de uma terceira via no pleito, nesse momento, é hipótese pouco considerada entre conselheiros. 

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