Torcedores recriam dia a dia de "Projeto Tóquio" do SP nas redes sociais

Bruno Grossi

Do UOL, em São Paulo

  • Daniel Luna/AFP

    Disputa de bola durante a final da Libertadores

    Disputa de bola durante a final da Libertadores

Desde o dia 1º de janeiro, o jornalista Giancarlo Lepiani e o publicitário Rodolfo Trevisan, formados na Faculdade Cásper Líbero, têm levado às redes sociais o dia a dia do período mais vencedor da história do São Paulo. O "Projeto Tóquio", como o Tricolor chamava o plano criado em 1987 para levar o clube à conquista do Mundial de Clubes, se divide no Facebook, no Instagram e no Twitter para recontar os anos de 1992 e 1993. Neste sábado, a conquista da primeira Copa Libertadores da América dos são-paulinos receberá atenção especial no dia em que completa 25 anos.

"O mais legal desse trabalho é conseguir resgatar os detalhes do dia a dia, como as declarações dos jogadores, o que acontecia nos treinos, a rotina de viagens, o clima no elenco. É isso o que as pessoas mais curtem na hora de relembrar a época. Mesmo os mais fanáticos acabam esquecendo algo. Por exemplo, o Zetti chegou à segunda final contra o Newell's Old Boys questionado por dois frangos em poucos dias e avisaba que ia ser o cara, que ia decidir", conta Lupiani.

Reprodução
Ingresso da final de 1992
A ideia inicial era pela criação de um livro sobre a Era Telê Santana. Durante a pesquisa do material, Lepiani e Trevisan mergulharam na rotina do São Paulo na década de 1990 e decidiram transportar tudo para as redes sociais, criando o Projeto Tóquio, em referência ao plano traçado pelo ex-presidente Carlos Migual Aidar em sua primeira gestão no clube, entre 1984 e 1988.

Lepiani brinca: "Se hoje a gente pensa no Aidar e vêm à cabeça a namorada, as trapalhadas e os rolos, a lembrança que ele deixou anteriormente era a da semente de uma gestão profissional e pioneira que não existia no Brasil. Depois, o (José Eduardo Mesquita) Pimenta foi o herdeiro disso, de investir em planos a longo prazo, estrutura e organização".

Lepiani e Trevisan pretendiam recontar somente a temporada de 1992, com fichas dos jogos, entrevistas, fotos e reportagens da época. Torcedores passaram a incentivar o projeto, que terminaria com o primeiro Mundial conquistado, sobre o Barcelona, e a pedir que ele fosse estendido até o fim de 1993, com o título diante do Milan. O pedido foi aceito e aqueles que eram os ídolos da dupla de tricolores tornaram-se leitores. "Tem bastante gente que interage e é uma honra para nós. O Palhinha é um cara que toda hora está curtindo e comentando. Jogadores menos badalados, como Pavão e Marcos Bonequini, estão sempre revivendo aqueles dias, agradecendo a chance de ter participado de tudo e o carinho da torcida", valoriza Lepiani.

Reprodução
Copa da revista Placar sobre o projeto Tóquio
Depois de atrair até o momento quase 20 mil seguidores nas três redes sociais onde está ativo, o Projeto Tóquio serviu para fortalecer a vontade de publicar o livro sobre a Era Telê. Lepiani não vê conflito entre os perfis da internet e um trabalho de apuração mais ampla sobre o processo que levou o São Paulo a tanto sucesso na década de 1990: "Queremos dissecar o que foi feito para transformá-lo em um clube tão vitorioso, e de forma pensada e planejada, não aleatória".

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