Em alta com Tite, Diego Souza tem ano irregular e é cobrado no Sport

Roberto Oliveira

Colaboração para o UOL, em Recife

  • Pedro Martins/ MoWa Press

    Diego Souza vem se destacando na seleção, mas vive alto e baixos no Sport

    Diego Souza vem se destacando na seleção, mas vive alto e baixos no Sport

Quem observa apenas o desempenho de Diego Souza na seleção brasileira deve imaginar que ele tem "comido a bola" no Sport. Não é o caso. Em alta com Tite, o camisa 87 do Leão da Ilha vive uma temporada de altos e baixos e começa a ser cobrado por torcida, diretoria e técnico rubro-negros no Recife.

Neste ano, Diego Souza já foi lembrado em três convocações, sempre deixando boa impressão ao técnico da seleção. Em 2017, ele foi incluído na lista para o amistoso contra a Colômbia, em janeiro, quando Tite convocou apenas jogadores que atuam no futebol nacional. Depois, voltou para os jogos contra Uruguai e Paraguai, pelas Eliminatórias da Copa. Mais recentemente, foi chamado mais uma vez para os amistosos contra Argentina e Austrália - neste último, marcou dois gols, sendo o primeiro o mais rápido da história da seleção, em 10 segundos.

No Sport, no entanto, o camisa 87 tem seguido a toada irregular dos demais companheiros: alterna boas atuações com aparições apagadas, sem brilho. A derrota por 3 a 1 contra o Vitória, no último domingo (18), na Ilha do Retiro, foi a prova de que não basta para ele a condição de ídolo e de jogador de seleção. Apesar de ter marcado o gol da equipe, foi vaiado por parte da torcida após o revés - cena insólita desde sua chegada há quase quatro anos ao Recife.  

Embora não seja apontado como único responsável pelo mau momento do Sport, que ocupa a zona de rebaixamento do Brasileirão com oito pontos em oito rodadas, Diego Souza também não tem suas responsabilidades eximidas no clube.

"Não acho que a gente pode fazer uma cobrança excessiva em Diego, porque o elenco como todo, à exceção de Magrão, está devendo futebol. Ele pode render mais do que está rendendo, mas não quero falar pontualmente sobre Diego", declarou Rodrigo Barros, diretor de futebol do Sport, ao UOL Esporte.

Perguntado pela reportagem se Diego Souza não deve exercer liderança na reação da equipe no Brasileirão, o dirigente rubro-negro reconheceu que espera-se do jogador uma postura altiva, mas destacou que este papel não cabe só a ele.

"Dele também, é evidente, porque é um jogador de seleção. Mas tem outros atletas que devem fazer isso, até pela qualidade, pelo tempo de casa. Óbvio que vem a pressão de torcida", avaliou Barros.

Mas o que estaria faltando para o camisa 87 repetir, no Sport, as boas atuações que têm chamado a atenção na seleção brasileira? "Talvez uma questão de posicionamento, mas é uma coisa que o treinador que pode resolver", responde o diretor do Sport.

Sport não vence há 2 meses com Diego Souza; Luxa cobra constância

Das seis partidas de Luxemburgo no comando do Sport, em apenas três ele pôde contar com Diego Souza - empate contra o Botafogo, na Copa do Brasil, e derrotas contra Avaí e Vitória, pelo Brasileirão. Nas demais, o jogador estava a serviço de Tite.

Embora o camisa 87 seja o artilheiro da equipe na temporada com 12 gols, um a mais que o atacante André, o time não vence uma partida com ele em campo há mais de dois meses - a última foi no dia 16 de abril, vitória por 3 a 2 sobre o Náutico, ainda na semifinal do Pernambucano. Antes do jogo de domingo contra o Vitória, Luxa cobrou regularidade do jogador, que havia se reapresentado da terceira passagem pela seleção em 2017.

"O Diego Souza tem essa história bonita. Sempre faz gols muito bonitos. A volta dele, um representante de um clube do Nordeste na seleção brasileira, é importante. Mas a gente espera do Diego que ele não tenha apenas um lance, um gol ou um jogo bonito. Eu quero que ele tenha uma sequência forte. Que seja cobrado por mim, pela imprensa e pelo torcedor do Sport. Que a qualidade dele tenha uma sequência contundente e forte para dar o retorno que nós queremos desse grande jogador", reivindicou.

"Quando se tem um jogador convocado para a seleção brasileira ele passa a ter essa responsabilidade. De ser a referência da equipe e fazer a diferença. Não em um jogo, mas em jogos ao longo da competição", destacou Luxa.

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