Incomodado, Ábila espera que Cruzeiro pague Huracán: "A única solução"

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Juliana Flister/Light Press/Cruzeiro

    Ramón Ábila quer que o Cruzeiro pague o Huracán por transferência ocorrida em julho passado

    Ramón Ábila quer que o Cruzeiro pague o Huracán por transferência ocorrida em julho passado

A dívida de 1,5 milhão de dólares (R$ 4,76 milhões na cotação atual) do Cruzeiro com o Huracán, da Argentina, incomoda Ramón Ábila.

Os mineiros foram intimados nessa segunda-feira pela Fifa. A entidade solicita a quitação do débito - além do pagamento de juros - em até 30 dias. O clube, contudo, promete recorrer da decisão. O centroavante, por sua vez, crê que esta não é a melhor solução para o caso.

Em entrevista ao Globo Esporte, depois do empate em 3 a 3 com o Grêmio, na noite dessa segunda-feira (19), o gringo avaliou o caso e pediu aos mineiros que paguem pela transferência, ocorrida em julho do ano passado:

"A única solução é pagar. É a única solução que o Cruzeiro tem. Tem que fazer isso. Pagar para o cara que está cobrando, com justa razão. Tem que pagar. Incomoda um pouco porque você está no meio, né? Eles querem que eu volte para lá, o Cruzeiro quer que fique. Tem que tratar de conversar e se entender para que todos fiquemos contentes e tranquilos", afirmou.

Desde o final do ano passado, o Huracán vem fazendo cobranças públicas ao Cruzeiro pelo não pagamento de parcelas referentes à venda de Ramón Ábila. O time argentino alega que os mineiros ainda não pagaram US$ 1,5 milhão, valor da segunda parcela da compra do jogador e que deveria ser efetivada em dezembro de 2016.

Ábila teve 50% dos seus direitos econômicos adquiridos pelo Cruzeiro em julho de 2016 por cerca de R$ 13,5 milhões. Deste montante, o time de Belo Horizonte já desembolsou R$ 8,53 milhões (US$ 2,7 milhões) em agosto do ano passado, restando ainda efetivar o restante do pagamento, o que ainda não foi feito. Desde os últimos meses, o Cruzeiro vem tentando refinanciar o débito com o Huracán e entrar em um acordo amigável com o clube. Porém, a agremiação argentina não esteve disposta a conversar e acabou recorrendo à Fifa para tentar receber a quantia.

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