Sem Cicinho e Castán, Corinthians muda foco e decide fazer pausa no mercado

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

    Prioridade dos dirigentes, caso de Alessandro, é manter jogadores

    Prioridade dos dirigentes, caso de Alessandro, é manter jogadores

"Prefiro que fique quem já está aqui".

A frase recente de Fábio Carille sobre reforços resume a postura do Corinthians, ao menos momentânea, no que diz respeito a reforços. Em reunião nos últimos dias, diretoria e comissão técnica concordaram que a prioridade deve ser a permanência de atletas.

A resposta positiva do elenco campeão paulista, classificado na Copa Sul-Americana e líder do Brasileirão fizeram o Corinthians concluir que o mercado atualmente não oferece opções atrativas dentro das necessidades do elenco e condições financeiras. Por isso, pelo menos por enquanto, ninguém deve chegar.

Na reta final do Paulistão, as prioridades estavam definidas: um lateral direito, um zagueiro, um meia e um atacante. No fim das contas, apenas Clayson, da Ponte Preta, foi incorporado. No meio-campo, a opção acabou pela aposta nos jovens Pedrinho e Rodrigo Figueiredo como suporte aos mais experientes. Já nas outras posições, o clube não teve sucesso no mercado.

Para a lateral, Cicinho foi nome tido como praticamente certo, mas o Ludogorets-BUL rejeitou um empréstimo e o Corinthians não quis investir em aquisição em definitivo. Em meio a isso, o jovem Léo Príncipe deu resposta positiva e fez com que o clube recuasse em outra investida.

Na zaga, situação similar ocorreu. Anderson Martins ainda segue no Qatar e de lá não deverá sair no momento. Depois, houve a tentativa por Leandro Castán, mas o Corinthians avaliou que as condições financeiras apresentadas eram inviáveis. O crescimento de Pedro Henrique nas primeiras rodadas e a confiança no jovem Léo Santos minimizaram a preocupação no setor.

Dentro desse cenário, só duas situações podem fazer o Corinthians rever a posição de não contratar jogadores para o restante da temporada. A primeira é o surgimento de alguma oportunidade interessante no mercado internacional. A segunda é a saída de algum jogador, o que a direção do clube parece firme em bloquear. Casos de Fagner, Balbuena, Arana, e Rodriguinho, sobretudo.

Em entrevista na última semana, Carille confirmou que a eventual (e excepcional) chegada de um nome estaria ligada à saída de outro, mas nesse momento o foco da direção do clube foi desviado para trabalhar a manutenção do grupo de atletas. Caso esse objetivo se confirme em julho, é possível que até mais nomes deixem o Corinthians por empréstimo.

Hoje, o clube tem 18 jogadores cedidos a outras equipes, mas considera ampliar a relação e dar experiência aos jovens - desde que não perca aqueles que hoje são titulares, além dos reservas imediatos.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos