Acidente que mudou a vida e "Viking". Quem são os novos estrangeiros do SP?

Bruno Grossi e José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo (SP)

  • CRIS BOURONCLE/AFP

    Gómez passou as duas últimas temporadas defendendo o Santa Fé, da Colômbia

    Gómez passou as duas últimas temporadas defendendo o Santa Fé, da Colômbia

O São Paulo anunciou, na última quarta-feira, o meia argentino Jonathan Gómez. Até sexta-feira, como avisou a Universidad Catolica de Quito, deve receber o zagueiro equatoriano Robert Arboleda. Serão mais dois para um elenco que já conta com quatro estrangeiros de três nacionalidades diferentes. Histórias de comprometimento para superar inícios instáveis das carreiras que agora se cruzam no Moumbi.

Arboleda tem 25 anos. A despedida da Catolica foi na goleada por 4 a 0 sobre o River Plate equatoriano, com gol de peixinho, dança na comemoração e muita festa da - pequena - torcida no momento em que foi substituído. Jornalistas locais o consideram o defensor mais promissor do país e acreditam que o São Paulo irá levá-lo a titular da seleção equatoriana, para a qual passou a ser convocado com frequência neste ano.

Esse momento de ouro para o zagueiro de 1,89 é muito distante da realidade do seu começo de carreira. Deslumbrado com a vida de jogador, conseguiu se firmar somente depois dos 22 anos e de um grande susto. Arboleda sofreu acidente de carro por dirigir em alta velocidade, enfrentou as críticas pela falta de profissionalismo e se transformou. Passou a ser mais focado nos treinos, deslanchou em campo e se tornou alvo frequente dos principais clubes do Equador.

Reprodução
Arboleda, zagueiro equatoriano que está próximo de fechar com o São Paulo

Em campo, a imprensa destaca seu jogo aéreo como "impecável", defensiva e ofensivamente. Também é elogiada a calma para sair jogando, muitas vezes ligando ataques com bons passes. E, com seu amadurecimento, aprendeu a dar chutões e jogar mais feio quando necessário. Assim, quem o acompanha de perto aposta em ainda mais ascensão.

Viking argentino

A vida de Jonathan Gómez mudou quando o argentino se transferiu para a Colômbia, em 2015. Depois de passagens sem tanto brilho por clubes de seu país - Rosario Central e Banfield -, ele acertou com o Deportivo Pasto. Lá, o meio campista se destacou e chamou a atenção do Santa Fé, clube que passou a defender a partir da temporada seguinte.

Na Colômbia, passou a ser chamado de "Viking", por causa de sua barba e do estilo aguerrido dentro de campo. O meio-campista era visto como um exemplo de comportamento no Independiente Santa Fé e um dos destaques da equipe nas conquistas do Torneio Finalización, da Copa Suruga e da Superliga da Colômbia - sendo até eleito para a seleção do nacional local ao lado do hoje palmeirense Guerra (na época no Atlético Nacional).

Neste ano, o jogador se envolveu em algumas polêmicas e perdeu um pouco de rendimento. Em janeiro, o argentino não percebeu que um companheiro de time concedia entrevista no vestiário e passou pelado atrás da câmera. Para o azar do meia, a transmissão era ao vivo.

Já em abril, em um jogo contra o Atlético Bucaramanga, ele marcou de pênalti o gol da vitória. Na comemoração, saiu em direção da torcida do Santa Fé e fez sinal de silêncio com a mão. O gesto causou polêmica e torcedores reclamaram nas redes sociais. Para acabar com a discussão, o jogador declarou que nunca quis desrespeitar a torcida do clube e que o desabafo foi direcionado apenas a uma pessoa.

No dia a dia, o jogador era bastante elogiado por ser dedicado nos treinamentos, se lesionar pouco e por mostrar habilidade com a bola nos pés. Também se mostrava reservado e evitava conceder entrevistas para a imprensa local. 

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