Desatenção e falta de confiança minam campanha do São Paulo no Brasileirão

Bruno Grossi

Do UOL, em São Paulo (SP)

  • NEWTON MENEZES/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

    Time comandado por Rogério Ceni sofreu 40 gols em 34 partidas oficiais no ano

    Time comandado por Rogério Ceni sofreu 40 gols em 34 partidas oficiais no ano

O São Paulo não vence há cinco partidas no Campeonato Brasileiro, o segundo pior jejum da temporada - em março, foram seis jogos sem triunfos. A má fase deixa o Tricolor próximo da zona de rebaixamento e o trabalho de Rogério Ceni sob fortes críticas. E um dos maiores problemas enfrentados pelo Tricolor está no comportamento dos atletas: a desatenção e a falta de confiança.

Dos 40 gols sofridos pela equipe em 34 jogos oficiais na temporada, 24 saíram antes dos dez minutos de cada tempo ou a dez minutos do fim de cada etapa. São momentos considerados cruciais para definição dos placares pela comissão técnica e que passaram a ser um problema ainda maior no Brasileirão. Dos nove gols sofridos, oito saíram nesses períodos.

Contra o Fluminense, no último domingo, Gustavo Scarpa rolou falta para Wendel na intermediária, o volante ajeitou duas vezes a bola e chutou sem nenhuma marcação para definir o empate por 1 a 1. O São Paulo, que havia feito bom primeiro tempo, voltou desatento, relaxado do intervalo e, com 5 min, viu a confiança desmoronar diante da pressão provocada pela má fase.

Voltas desligadas do intervalo já haviam causado derrotas contra Cruzeiro - gol de Ábila aos 2 min, em erro de lateral - e Ponte Preta - gol de Lucca aos 5 min, em contra-ataque por bola perdida no ataque. Contra Corinthians e Atlético-MG, gols antes dos 10 min de jogo forçaram o Tricolor a se reorganizar às pressas em campo. Já no fim dos tempos, esses lances de relaxamento derrubaram o moral de um time que havia conseguido reagir por um empate.

A importância dessas fases pode ser mostrada pela postura do próprio São Paulo contra Flu e Galo. Nas duas partidas, os paulistas também conseguiram fazer gols cedo - 6 min do primeiro tempo e 1 min do segundo, respectivamente - trazendo a torcida para o lado do time e gerando confiança para novos ataques e na marcação.

Essa "síndrome" tem irritado os atletas, principalmente nos jogos em que há domínio na posse de bola e nas chances criadas pelo time de Ceni. Na última sexta-feira, o zagueiro Rodrigo Caio externou incômodo com a recorrência do problema. Agora, serão cinco dias para tentar corrigir o problema e colocar a cabeça dos jogadores no lugar, antes do embate com o Flamengo, no domingo, no Rio de Janeiro. 

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