Reforço às pressas e 14 anos de vida: quem é o rival corintiano na Colômbia

Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução

    Patriotas foi fundado em 2003 e fez sua primeira viagem internacional nesta temporada

    Patriotas foi fundado em 2003 e fez sua primeira viagem internacional nesta temporada

O Corinthians enfrentará nesta quarta-feira um adversário desconhecido no cenário sul-americano. Com apenas 14 anos de vida, o Patriotas receberá o time brasileiro em busca de um feito histórico. O duelo será disputado no acanhado estádio de Tunja, cidade localizada a 140 quilômetros de Bogotá, no departamento de Boyacá, cuja altitude atinge quase 3 mil metros. 

O time colombiano, fundado em 2003, debutou na primeira divisão do campeonato nacional em 2011. Até o ano passado, fez campanhas irregulares na primeira divisão. Em 2016, porém, conseguiu surpreender os adversários ao garantir uma vaga na Copa Sul-Americana.

"A equipe fez uma boa campanha. Conseguiu a vaga pela classificação acumulada em 2016", contou o jornalista Oscar Mayorga, da TV Caracol, em entrevista ao UOL Esporte.

Na estreia internacional, o Patriotas obteve um resultado improvável ao eliminar nos pênaltis o Everton-CHI. Na partida de ida, em Vinã del Mar, o time da Colômbia perdeu por 1 a 0. Na volta, devolveu o placar e alcançou a vaga na segunda fase nos pênaltis. Depois, o sorteio da Conmebol colocou o Corinthians no seu caminho.
 
"É o nosso maior momento. Ainda mais pelo time que vamos enfrentar", afirmou Luis Francisco Lagos, gerente de futebol do Patriotas.
 
Nesse cenário, o clube decidiu reforçar o time. O elenco conta com 30 jogadores, incluindo as três novas contratações: o atacante argentino Kevin Genaro, o ponta mexicano Ulises Tabares e o volante colombiano Rafael Robayo, considerando agora uma das maiores estrelas do time - ele atuou por 12 temporadas no Millonarios e chegou a defender o Chicago Fire, dos Estados Unidos, em 2012.
 
Ricardo Castro/Patriotas
Robayo fará sua estreia pelo Patriotas
 
"Estamos trabalhando para surpreender. Nos preparamos para enfrentar um grande rival, um dos maiores da América", frisou o dirigente, que admite que a participação na Copa Sul-Americana ajudou a alavancar as finanças.
 
"O clube tem melhorado sua situação econômica. A participação da Copa Sul-Americana nos ajudou muito para melhorar mais", ressaltou o gerente do clube, que terminou a última edição do Campeonato Colombiano em 11º lugar, sem conseguir a classificação às finais.
 
Nos últimos meses, o estádio em que a equipe manda os jogos, o La Independencia, passou por uma reforma pontual, a fim de melhorar as condições para jogadores, torcedores e jornalistas - o local é usado também pelo Boyaca Chico, que foi rebaixado à Série B no ano passado. 
 
Segundo Lagos, as obras no estádio foram finalizadas há poucos dias. Os reparos duraram três meses e foram feitos em partes das arquibancadas e nos refletores - a iluminação era precária. O gramado, por sua vez, passou por melhorias a partir de fevereiro. O dirigente admite, porém, que existem pendências nos camatotes e cabines destinadas à imprensa.
 
Ainda de acordo com Lagos, 18 mil lugares foram colocados à disposição dos torcedores. Embora o time viva um momento histórico, a expectativa de público é de apenas nove mil pessoas. 


Estilo de jogo preza pelo toque de bola

O Patriotas é treinado por Diego Corredor, que assim como Fábio Carille começou a carreira nessa função no começo do ano. Aos 35 anos e natural de Tunja, o técnico foi revelado pelo Tolima e defendeu o Patriotas de 2004 a 2011, quando se aposentou após lesões no joelho.
 
Em seguida, treinou o time sub-20 e desempenhou a função de auxiliar técnico da equipe profissional. "Ele tem experiência nas divisões inferiores do clube e é da casa", disse Mayorga.
 
Azarão do confronto, o Patriotas deve apostar as fichas na partida de ida. "Temos um sistema de jogo que nos faz fortes em casa. Ele está baseado no controle da bola no meio-campo e no ataque pelos lados do campo. Jogamos assim em casa", contou Lagos.
 
Para Mayorga, entretanto, a equipe terá de superar um ponto fraco. "O time gosta de tocar a bola no meio-campo, mas falta um atacante, além de experiência", explicou.

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