Nos pênaltis, Chile bate Portugal e vai à final da Copa das Confederações

Do UOL, em São Paulo

Em um duelo equilibrado na Kazan Arena, o Chile derrotou Portugal nesta quarta-feira (28) por 3 a 0 nos pênaltis e avançou à final da Copa das Confederações. O jogo teve momentos emocionantes durante o tempo regular, mas terminou empatado por 0 a 0 e viu uma prorrogação modorrenta, com ambas equipes desgastadas.

A vitória leva o Chile à decisão da competição pela primeira vez em sua história. A partida será às 15h (de Brasília) do próximo domingo (2) e o adversário será ou a Alemanha, ou o México, que se enfrentam nesta quinta-feira (29), às 15h. O perdedor encara Portugal na decisão do terceiro lugar, que ocorre às 9h de domingo.

Herói, Bravo defende todos os pênaltis portugueses

Após uma temporada conturbada no Manchester City, o goleiro Claudio Bravo teve um momento de redenção contra os portugueses. Além de boas defesas no tempo normal, em especial em uma finalização no mano a mano de André Silva, o camisa 1 chileno defendeu as três cobranças de Portugal nas penalidades, evitando gols dos veteranos Quaresma, João Moutinho e Nani. Vidal, Aránguiz e Sánchez converteram e garantiram o Chile na final.

Pavel Golovkin/AP

Líder português, Cristiano Ronaldo sente desgaste

Maior estrela e artilheiro da Copa das Confederações, Cristiano Ronaldo iniciou a partida posicionado pela esquerda do ataque português, mas foi derivando para o centro do campo com o desenrolar da partida. Ativo em campo, o jogador do Real Madrid participou bem da criação de jogadas e foi bastante acionado pela ponta, concluindo a maioria dos lances com cruzamentos para a área. Isla fez o melhor que pôde na marcação do português, mas sofreu durante todo o tempo que o atual melhor do mundo jogou pelo lado - com a entrada de Nani no lugar de André Silva, Cristiano se tornou a referência na frente. Desgastado, no entanto, ele pouco fez ao fim da etapa complementar e na prorrogação. Sequer bateu um pênalti, já que Portugal desperdiçou as três primeiras cobranças.

Portugal pressiona no começo, mas tira o pé

Campeã da Euro-2016 com uma equipe defensiva, a seleção portuguesa mudou desde então - o jogo contra o Chile não foi diferente. Escalado essencialmente no 4-3-3, com Cristiano Ronaldo, André Silva e Bernardo Silva no ataque, o time português teve a bola por mais tempo e mostrou boa chegada pelo lado esquerdo, por onde caía o craque do Real Madrid. André Silva teve uma grande chance para abrir o marcador, mas mandou cruzamento de Cristiano Ronaldo em cima de Claudio Bravo. Portugal foi perdendo o controle da posse com o avançar do primeiro tempo, mas finalizou mais que o adversário.

Chile cresce ao longo do 1º tempo

Sem uma referência na frente, o Chile optou por jogar mais tempo sem a bola, apostando na velocidade de Alexis Sánchez e Eduardo Vargas. A primeira boa chance da partida, inclusive, saiu de uma bola enfiada de um para o outro - Rui Patrício defendeu a finalização de Vargas. A postura mudou no decorrer da etapa inicial, com os chilenos assumindo o domínio da posse e acuando os portugueses. O maior controle do jogo, no entanto, não significou a criação de mais chances.

Franck Fife/AFP

Seleções fazem segundo tempo equilibrado

Se a primeira etapa foi de alternância de domínios, a segunda foi lá e cá. O Chile chegou perto de abrir o placar em um voleio de Vargas, mas Portugal respondeu logo na sequência com Cristiano Ronaldo, em um contra-ataque. A seleção sul-americana continuou trabalhando melhor a bola enquanto a europeia optava por jogadas mais diretas e chegava com mais perigo à meta adversária. O ritmo acelerado até os 30 minutos fez com que os times se poupassem nos 15 finais, abrindo caminho para a prorrogação.

Prorrogação, velha amiga portuguesa (com emoção)

No tempo extra, Portugal se viu diante de uma situação passada por quase toda fase eliminatória da Euro-2016. Na ocasião, a seleção de Fernando Santos foi para a prorrogação nas oitavas, quartas e final - apenas o jogo contra o País de Gales foi vencido no tempo normal. Croatas e franceses, estes na decisão, foram batidos no tempo extra, enquanto a Polônia resistiu até os pênaltis. Contra o Chile, os portugueses viveram momentos de grandes emoções, levando duas bolas na trave no mesmo lance aos 13min do segundo tempo da prorrogação. Como a bola não entrou, o jogo foi para a decisão nas penalidades - desta vez, sem a sorte soprar para o lado luso.

FICHA TÉCNICA

Portugal (0) 0 x 0 (3) Chile

Data: 28 de junho de 2017
Hora: 15h (de Brasília)
Local: Kazan Arena, em Kazan (Rússia)

Portugal: Rui Patrício, Cédric Soares, Bruno Ales, José Fonte, Eliseu; Adrien Silva (João Moutinho), William Carvalho, André Gomes (Gelson Martins); Bernardo Silva (Quaresma), André Silva (Nani) e Cristiano Ronaldo. Técnico: Fernando Santos.

Chile: Claudio Bravo, Mauricio Isla (Fuenzalida), Gary Medel, Gonzalo Jara, Jean Beausejour; Marcelo Díaz, Pablo Hernandez (Silva), Charles Aránguiz e Arturo Vidal; Alexis Sanchez e Eduardo Vargas (Rodríguez). Técnico: Juan Antonio Pizzi.

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