Ídolo sueco já jogou mal de propósito e exigiu dinheiro para "cala boca"

Do UOL, em São Paulo

  • Allsport UK/ALLSPORT

    Brolin é apresentado como estrela pelo Leeds em 1995

    Brolin é apresentado como estrela pelo Leeds em 1995

Tomas Brolin foi um dos destaques da Suécia no começo dos anos 1990. Seu auge aconteceu na Copa de 94, quando marcou três gols na campanha que culminou no terceiro lugar. No ano seguinte, chegou como estrela ao Leeds United, mas logo se tornou o "pior jogador da história" do clube. Uma partida em que fez corpo mole e treinadores idiotas, segundo ele, explicam tamanha queda.

Brolin foi contratado a peso de ouro pelo Leeds em novembro de 1995. Antes de assinar, o ex-meio-campista conta que o então treinador do time, Howard Wilkinson, perguntou quanto ele queria ganhar. O sueco respondeu que o mais importante não era o valor, mas a posição onde atuaria.

"Então ele pegou umas folhas de papel e começou a desenhar coisas, mostrando que eu seria a espinha dorsal do meio-campo, comandando a criação das jogadas. Estava tudo ótimo, então assinei", disse ele à revista sueca "Offside".

No entanto, logo no início de sua passagem pelo Leeds, o treinador precisou escalá-lo no ataque para suprir algumas ausências. Após algumas partidas, novo improviso, desta vez colocando o sueco na ponta direita. Ele começou bem no setor e se destacou numa vitória sobre o West Ham, mas estava incomodado com a repetição do episódio.

Brolin, então, decidiu fazer "corpo mole" em duelo contra o Liverpool. "Eu tinha que ir para o ataque e voltar para a defesa como um idiota. Aquele não era eu. Então decidi que jogaria mal diante do Liverpool", admitiu. Resultado: o Leeds perdeu por 5 a 0 e, ali, sua carreira começou a degringolar.

Depois disso, Brolin só foi titular mais uma vez. O sueco era presença assídua no banco de reservas e na arquibancada, quando sequer era relacionado. Nem a troca de treinador, de Wilkinson por George Graham, nem seus empréstimos a outros times resolveram a situação.

Passaporte preso

O cenário ainda piorou quando Brolin perdeu a data de apresentação de Graham alegando que sofrera um acidente na Suécia que o impediu de pegar seu voo a tempo. Ao chegar no Leeds, Graham estava tão furioso que chegou a esconder e trancar em uma sala o passaporte de Brolin, impedindo-o de viajar com o time para a pré-temporada.

O sueco, ainda assim, conseguiu deixar a Inglaterra para passar um fim de semana na Suécia, mas aí o jogo virou. Brolin falou para a diretoria do Leeds que iria revelar tudo isso à televisão e foi chamado para uma conversa.

"Exigi que me devolvessem o valor das multas que haviam me dado e pedi mais um dinheiro para ficar quieto. Também exigi um documento dizendo que fui mal tratado. Consegui tudo isso e saí livre como um pássaro", recordou.

Terminava aí, praticamente, a carreira do meia que fez gol no Brasil na Copa de 1990, que brilhou na Euro-92 e ainda ajudou o Parma a conquistar títulos. ?

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