Após 7 anos do título da Copa, Espanha vai renovada para 2018. O que mudou?

Rodrigo Trindade

Do UOL, em São Paulo

  • Czarek Sokolowski/AP

    Saúl pode se tornar titular na temporada antes do Mundial da Rússia

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A Espanha comemora nesta segunda-feira (10) o aniversário de sete anos do título que mudou de patamar o seu futebol. Terra dos gigantes Real Madrid e Barcelona, o país passou anos como uma boa equipe de segundo escalão na modalidade, mas deu um salto após Iniesta vencer Stekelenburg na prorrogação da final da Copa do Mundo de 2010 e marcar o gol do inédito título espanhol.

A um ano da Copa da Rússia, no entanto, poucas das estrelas que deram a taça à Espanha seguem em seu melhor nível e, desde o final da Euro-2016, a seleção espanhola tem sido apresentada a novos ícones que tentarão levar adiante o respeito conquistado pelos campeões. Algumas delas brilharam na campanha do vice da Euro sub-21, encerrada em junho deste ano.

São os casos de Saúl Ñíguez e Marco Asensio, jovens que tem tido grande destaque no Atlético de Madri e Real Madrid, respectivamente, e já fazem parte da seleção principal, que passa por um processo de renovação nas mãos do técnico Julen Lopetegui.

O ex-treinador do Porto foi o encarregado de recolocar a Espanha em um nível elevado do futebol internacional, após o time de Vicente Del Bosque mostrar uma estagnação com a eliminação surpreendente na Copa do Mundo de 2014 (na fase de grupos) e a queda nas oitavas de final da Euro-2016 para a Itália.

Desde que o novo treinador assumiu, a Espanha não perdeu sequer uma partida e lidera o Grupo G das eliminatórias europeias com 16 pontos, mesmo número da Itália, vice-líder e próxima adversária, em setembro, no Santiago Bernabéu. Pesa a favor desta nova seleção espanhola a mistura dos jogadores responsáveis pela conquista de 2010 e outros que cresceram no vácuo do sucesso do país – como De Gea, Koke, Isco e Thiago.

Doug Pensinger/Getty Images
Iniesta comemora o gol do título da Espanha na Copa do Mundo de 2010

Pouco resta da melhor seleção do mundo entre 2008 e 2012

A geração liderada por Iker Casillas e Xavi colocou a Espanha no topo do futebol mundial entre 2008 e 2012, período no qual as equipes treinadas por Luis Aragonés e Vicente Del Bosque conquistaram de forma consecutiva – e inédita – a Eurocopas de 2008, a Copa de 2010 e a Euro de 2012. Diversos jogadores que compunham o time campeão mundial em 2010 seguem em atividade, porém poucos remanescentes devem vestir a camisa vermelha da Espanha na Copa de 2018.

Casillas, Sergio Ramos (na lateral direita), Piqué, Puyol e Capdevila; Sergio Busquets, Xabi Alonso, Xavi e Iniesta; David Villa e Fernando Torres formavam o time que perdeu na estreia do Mundial, mas venceu seis jogos consecutivos que deram à Espanha o respeito desejado ao futebol do país por anos. A "Fúria" já havia impressionado torcedores mundo afora em outros Mundiais, mas nunca como uma candidata legítima ao título.

Daquela equipe titular, somente quatro jogadores (Ramos, Piqué, Busquets e Iniesta) continuam sendo convocados por Julen Lopetegui para a seleção. Nomes como do goleiro Reina, do zagueiro/volante Javi Martínez e dos meia-atacantes Pedro e David Silva também continuam aparecendo nas listas de Lopetegui, mas ofuscados pelas revelações recentes do país, que agora chegam à seleção com lideranças que sirvam como referências vitoriosas.

ZUMAPRESS
Dani Ceballos, do Betis, pode pintar em convocações futuras de Lopetegui

Surpresas podem pintar até a Copa da Rússia

Lopetegui montou a equipe titular da Espanha para a última partida das eliminatórias europeias com jogadores mais rodados: De Gea, Carvajal, Sergio Ramos, Piqué e Jordi Alba; Busquets, Iniesta e Thiago; David Silva, Diego Costa e Isco.

Quedas de rendimento de veteranos como Iniesta (33 anos), que entrou e saiu do time titular do Barcelona na última temporada, podem resultar na promoção de jovens como Saúl (22 anos), titular absoluto no Atlético de Madri e estrela da Euro sub-21. Outras promessas ameaçam entrar no time principal, como Alvaro Morata, e até tomar vagas no banco de reservas, situação de Dani Ceballos, outra sensação da Euro sub-21 e disputado por Real Madrid e Barcelona.

Outras variáveis podem influenciar a forma que a seleção será montada – Diego Costa, por exemplo, está fora do Chelsea, mas não tem um destino definido –, porém independentemente de como Lopetegui definir sua equipe, ela chegará ao Mundial com o respeito de uma campeã.

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