Em nota, empresa de Neymar aponta derrota do Santos na Fifa

Pedro Lopes e Ricardo Perrone

Do UOL, em São Paulo (SP)

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A NN Consultoria, empresa da família de Neymar, divulgou nota oficial nesta terça-feira (11) na qual afirma que a Fifa julgou improcedentes os pedidos de punição do Santos ao jogador e ao Barcelona.

"Em decisão publicada hoje (terça, 11), a entidade máxima do futebol mundial julgou improcedente todos os pedidos do clube brasileiro em ação movida contra Neymar Jr, seu pai e o FC Barcelona", divulgou a empresa que gerencia a carreira de Neymar.

O clube brasileiro pedia sanções ao atacante e ao Barça alegando irregularidades na transferência do atleta. A acusação foi feita na câmara de resolução de disputa da Fifa.

"Só sabemos que seria decidido hoje, mas não sabemos o resultado. Estamos aguardando a notificação", disse Modesto Roma Júnior, presidente do Santos.

A equipe alvinegra agora tem dez dias para recorrer na própria Fifa. Se não fizer dentro do prazo - dez dias a partir do recebimento da notificação -, a decisão se torna definitiva.

Um porta-voz da Fifa confirmou que o caso foi julgado, mas disse que a entidade não pode comentar as decisões porque elas ainda não foram notificadas.

Entenda o caso

O Santos havia entrado com um processo contra Neymar em outubro de 2015, quando pedia para que o jogador fosse suspenso pela Fifa por seis meses por uma suposta quebra de contrato em sua transferência para o Barcelona.
 
Na Fifa, o argumento santista era de que foram descumpridos o artigo 17 do Regulamento de Transferências de jogadores da Fifa, relacionados à quebra de contrato. 
 
Neste artigo, está prevista compensação financeira para o clube prejudicado e punições esportivas para o jogador envolvido. Uma pena de quatro meses está descrita para um atleta que quebrar o acordo, o que pode ser elevado para seis meses no caso de agravantes. Era nisso que se baseava o Santos.
 
Neymar, no entanto, sempre alegou ter uma carta do ex-presidente Luis Alvaro de Oliveira Filho para negociar com o Barcelona em 2011. Mais do que isso, argumentava que em 2013 saiu do clube com a concordância da diretoria, que recebeu 17 milhões de euros por sua saída, isto é, o fim do contrato teria a concordância do clube.

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