Justiça nega pedido de habeas corpus a suspeito de chacina na Pavilhão 9

Bruno Thadeu

Do UOL, em São Paulo

  • Edison Temoteo/Futura Press

A Justiça de São Paulo indeferiu pedido de habeas corpus impetrado pelo advogado do ex-PM Rodney Dias dos Santos. O ex-policial está preso preventivamente desde 7 de maio de 2015, sob a acusação de participar de chacina na quadra da Pavilhão 9, em abril de 2015, com oito mortos.

A defesa de Rodney Santos pleiteou liminar para que ele respondesse ao processo em liberdade.

Na ação, o advogado do ex-PM alegou a ocorrência de excesso de prazo na prestação jurisdicional, acrescentando existir ilegalidade nos requisitos que levara à prisão preventiva (antes de julgamento). A defesa de Rodney queria a expedição de alvará de soltura.

Em sua decisão, o desembargador Osni Pereira justificou que a soltura do suspeito representaria perigo à sociedade.

"Nem se olvide que a reiteração na prática criminosa é motivo suficiente para constituir gravame à ordem pública, justificador da decretação da prisão preventiva. Com efeito, a reiteração delitiva sinaliza a presença de periculosidade pelo paciente, em princípio, adversário ao convívio social e, por conseguinte, temerária à garantia da ordem pública", relatou o desembargador.

"Em face do quanto exposto, indefiro a liminar pleiteada", acrescentou.

Chacina na quadra

Os oito torcedores mortos na quadra da Pavilhão Nove estavam pintando faixas e bandeiras na sede da torcida. Esse material seria levado ao clássico Corinthians e Palmeiras, que aconteceu no dia seguinte. Os torcedores foram surpreendidos e acabaram sendo baleados na cabeça.

Morreram Ricardo Júnior Leonel do Prado, 34 anos; André Luiz Santos de Oliveira, 29 anos; Marco Antônio Corassa Júnior, 19 anos; Matheus Fonseca de Oliveira, 19 anos; Fábio Neves Domingos, 34 anos; Jhonatan Fernando Garzillo Massa, 21 anos, Midras Schmidt Rizzo, 38 anos; e um homem não identificado.

O ex-PM Rodney Santos está preso por suspeita de participação na chacina. Outro suspeito (Walter Pereira) foi liberado da prisão em dezembro de 2015. Uma terceira pessoa também teria participado da chacina, cujo paradeiro é desconhecido.

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