Jadson pede permanência de jovens e explica comando dividido com Carille

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação/Puma

    Jadson conversa com Basílio: campeões pelo Corinthians

    Jadson conversa com Basílio: campeões pelo Corinthians

A liderança com ampla vantagem no Campeonato Brasileiro traz preocupações no Corinthians, mas é justamente na presença de jogadores de currículo vitorioso e rodagem no futebol que Fábio Carille aposta para manter o trem nos trilhos. É o caso de Jadson, 33 anos, um dos capitães corintianos e com uma mensagem clara em meio ao mercado de transferências que agita os bastidores em julho.

"Todo jogador tem o sonho e a vontade de jogar na Europa. Eles são novos, de potencial, mas eu acho que no momento que a equipe vive, se der tudo certo, vamos conseguir bons resultados e brigar pelo título, então eles vão sair mais valorizados que agora. Torço para que fiquem, porque estão ajudando a equipe. Na formação e na parte tática, são muito importantes", explica Jadson.

Na última segunda-feira, com a companhia do colega e ídolo corintiano Basílio, ele participou do lançamento de uma nova linha de chuteiras de seu patrocinador pessoal. Por 10 minutos, a dupla conversou com o UOL Esporte e abordou particularidades sobre o momento do Corinthians – como o assédio sobre jogadores como Guilherme Arana, Maycon, Gabriel e Balbuena, por exemplo.

"Eles [jovens] estão conscientes do que é feito", acredita Basílio. "O Jadson, o Jô...eles têm auxiliado muito nessa conversa e são sabedores de que saindo vencedores a valorização é muito maior. Eles [jovens] já despertaram atenção, têm cabeça boa, a direção conversa direto e não engana. O que Jadson alcançou profissionalmente só ele vai responder o que passou. Eles vão pelo mesmo caminho. Terão a oportunidade da independência financeira, mas de forma natural", comentou.

A menção de Basílio é sobre algo notório no Corinthians 2017. A simplicidade de Carille, em sua primeira experiência como treinador, se mistura com a experiência de jogadores mais velhos. O próprio chefe já admitiu publicamente que conversa com os capitães sobre situações de jogo, estratégias ou questões internas, como a preocupação em manter o foco dentro do líder. 

"São méritos do Carille", resume Jadson. "Por ser um cara do bem, que dá espaço aos mais velhos e mais novos opinarem em reuniões. Ele deixa aberto a quem queira falar do jogo, ou de alguém que jogou junto, que conhece. Isso é importante para o grupo e o mérito é todo do Carille nessa parte. O Cássio, o Jô, eu, Fagner, Pablo, Balbuena... nós possuímos liderança sobre os mais jovens. Nada de estrelismo no grupo, por isso a equipe está crescendo", disse o camisa 10.

O caminho para o Corinthians ainda crescer na temporada

"Quando joga dentro de casa, tem que propor o jogo e tem feito isso para buscar resultados. Não que não faça fora, mas longe de casa a equipe está sempre bem posicionada na parte tática e depois que consegue recuperar a bola sai para jogar. É diferente jogar dentro e fora, mas a equipe consegue êxito dentro e fora", disse Jadson.

"Vejo o Corinthians no caminho certo", conta Basílio, hoje comentarista da Rádio Capital. "O time tem sucesso em propostas tão diferentes, e no último jogo [2 a 2 com o Atlético-PR] isso foi comprovado. Antes, o Corinthians marcava no meio. Agora marcou em cima, fazendo o goleiro 'quebrar' para recuperar a bola. O Carille age com inteligência, já mudou a forma jogando em casa. A proposta fora não vai mudar", explica o ex-jogador. 

"A equipe ataca durante o jogo, mas uma hora ou outra vai ser pressionada", recorda Jadson. "Não vai atacar 90 minutos. Desde o começo do ano, fomos aprendendo e ainda tem muito a crescer. Mas o Corinthians está no caminho certo pela forma que tem desempenhado em campo. Na tática, na vontade, na união. É o caminho certo", pontuou o meia. 

Os perigos no caminho do líder

Divulgação/Puma
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"Penso que, por termos conseguido a campanha até agora, a equipe vai ficar visada. O Corinthians já recebe as equipes com uma vontade a mais. Pela campanha que fazemos, as equipes virão ainda mais concentradas e vamos saber jogar esses jogos, vamos manter esse padrão que é o mais importante", comentou Jadson. 

"É o caminho certo que está o Corinthians", frisou Basílio. "As variações fazem parte da evolução dos jogadores. Eles assimilam bem o que os adversários fazem. O Jadson e o Rodriguinho não conseguem mais andar em campo como antes. A bola passava muito por eles, se movimentavam, mas agora há poucos espaços. Essa marcação, com a evolução do Corinthians, tem sido muito maior", acrescentou. 

A amizade entre Basílio e Jadson

O evento promovido pela Puma foi apenas mais um dos vários encontros dos dois ídolos corintianos. Basílio foi campeão paulista em 1977, com direito a um dos mais importantes gols da história do clube. Jadson é campeão brasileiro em 2015 e paulista em 2017, justamente com a camisa 77 às costas. Recebida das mãos do 'novo amigo'. 

"Eu conheci o Basílio na Arena, mas em 2015 ele foi ao CT, só que não parei para falar. Voltei, ele me deu a camisa 77 do Paulista, começamos a trocar ideias. É cara super do bem, bacana, quando a gente se vê conversa bastante", comentou Jadson. "É um cara maravilhoso. O marketing me procurou, eu disse 'deixa ele opinar' se quer a camisa 77. Todos estavam na torcida e ele escolheu. E a camisa foi pé quente, com ele reeditando coisas de 40 anos atrás". 

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