Exigência do Huracán pode melar saída de Ábila do Cruzeiro para o Boca

Enrico Bruno e Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

  • © Washington Alves/Light Press/Cruzeiro

    Ramón Ábila está na Argentina para sacramentar acordo com o Boca Juniors

    Ramón Ábila está na Argentina para sacramentar acordo com o Boca Juniors

A cláusula contratual que obriga o Cruzeiro a pagar 4 milhões de dólares (R$ 12,47 milhões na cotação atual) ao Huracán, da Argentina, em dezembro emperra a ida de Ramón Ábila ao Boca Juniors, segundo a imprensa argentina. Os mineiros, porém, desconhecem o fato.

Com a transferência praticamente certa, Alejandro Nadur, presidente do antigo clube do centroavante, pediu a Daniel Angelici, mandatário do time interessado, que assumisse a responsabilidade de desembolsar o montante até o fim do ano.

O que o Huracán pleiteia é manter a garantia de que receberá a quantia ao término de 2017, exatamente como fez com o Cruzeiro. No acordo anterior, além dos 4 milhões de dólares pagos em 2016, adquirindo 50% dos direitos, os mineiros tinham a obrigação de pagar a mesma cifra até dezembro deste ano, se apossando do restante dos direitos.

O Boca Juniors, por sua vez, tenciona pagar 1,5 milhão de dólares (R$ 4,68 milhões na cotação atual) - valor de uma dívida da Raposa com a antiga equipe do atleta argentino -, além de se tornar parceiro em uma futura venda, para assinar em definitivo com o atacante.

A ideia xeneize, entretanto, não agrada e emperra o acordo envolvendo Ramón Ábila. O fato pode impedir que Messidoro, cedido por empréstimo pelo Boca na negociação, seja inscrito no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Liberado pela diretoria de futebol do Cruzeiro desde a semana passada, Ramón Ábila está na Argentina para realizar exames médicos e assinar o novo contrato. O centroavante, porém, aguarda o desfecho das negociações para sacramentar a ida à Bombonera.

Entenda o caso
Quando anunciou Ábila, em julho de 2016, ficou acertado que o Cruzeiro pagaria 4 milhões de dólares parcelados em 2016. Seriam 2,5 milhões no ato da compra e 1,5 milhão até 5 de dezembro. O pagamento da segunda parcela, contudo, jamais ocorreu.

Diante da ausência do pagamento, o Huracán foi à Fifa para cobrar os mineiros o débito de 1,5 milhão de dólares. A entidade obrigou o clube de Belo Horizonte a pagar, mas antes da data estipulada, o clube aceitou a transferência para ao Boca Juniors.

A ida de Wanchope, como Ramón Ábila é conhecido, para Buenos Aires culminou na chegada de Alexis Messidoro à Toca da Raposa II. Portanto, em caso de fracasso no negócio, o meia-atacante de 20 anos teria que retornar à Bombonera.

No contrato de Ábila com os mineiros, havia uma cláusula que exigia a venda do jogador até dezembro de 2017. Caso contrário, o clube do Brasil seria obrigado a pagar 4 milhões de dólares para comprar o restante dos direitos do centroavante.

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