Revelação do Real não podia andar após treinos e superou dor de crescimento

Do UOL, em São Paulo

  • Michael Steele/Getty Images Sport

    Asensio (c) comemora golaço que fez na final da Supercopa da Europa

    Asensio (c) comemora golaço que fez na final da Supercopa da Europa

Quem viu Marco Asensio entrando e se destacando pelo Real Madrid na temporada passada não imagina o quanto ele já sofreu com seu corpo. Com problemas de crescimento quando era garoto, ele mal podia caminhar depois dos treinos por culpa das dores. Diferentes tipos de tratamento foram feitos para que ele pudesse seguir sua carreira normalmente.

"Sofri bastante. Depois de todo treinamento eu não podia andar. Após as partidas, meus companheiros me ajudavam a caminhar. Eu dormia com o joelho envolvido em papel alumínio", contou o meia-atacante ao "ABC", da Espanha.

Formado na base do Mallorca, Asensio precisou de tratamento especial para enfrentar as dolorosas consequências de um crescimento acelerado. Mas cuidado tão ou mais especial ele precisou aos 15 anos, quando sua mãe morreu vítima de câncer.

Foi dela a ideia de dar o nome de Marco para o jogador, em homenagem ao craque holandês Marco Van Basten. Quem revelou essa ligação foi o próprio meia do Real Madrid, deixando clara a paixão da família pelo futebol.

"Gostaria muito que ela estivesse comigo nesses momentos especiais que tenho vivido. Meu nome é Marco porque minha mãe quis homenagear o Van Basten. Todos meus gols são dedicados a ela", acrescentou o jogador de 21 anos.

Apesar de ter disputado apenas uma temporada pelo Real Madrid, Asensio já teve a oportunidade de fazer um gol bastante especial: foi ele quem fechou a vitória por 4 a 1 sobre a Juventus na final da última Liga dos Campeões, em Cardiff, no País de Gales.

Os bons jogos de Asensio não surpreenderam a comissão técnica do Real Madrid. Afinal, logo em seu início, na final da Supercopa da Europa, ele foi escalado como titular e já fez um gol no triunfo por 3 a 2 sobre o Sevilla.

A frieza e a boa resposta de Asensio agradaram Zidane, que acionou o meia ao longo de toda a temporada. No total, foram dez gols em 38 partidas. Nada mal para o primeiro ano no elenco principal do Real Madrid. E uma vitória para quem mal podia caminhar depois de jogos de futebol na adolescência.

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