Cavalinhos do Fantástico viram sucesso de vendas em estádios do Brasileirão

Felipe Pereira

Do UOL, em São Paulo

  • Felipe Pereira

    O cavalinho do Fantástico será muito bem recebido na família Marinho, de Macapá

    O cavalinho do Fantástico será muito bem recebido na família Marinho, de Macapá

Nos Jardins, um dos bairros mais chiques de São Paulo, uma concessionária se esforça para vender Ferraris. Não bastasse o apelo dos carrões, o cliente é recebido num casarão arrojado, que lembra o Ninho de Pássaro, estádio das Olimpíadas de Pequim famoso pela fachada moderna. Tanto apelo em vão.

O dono da rua é um ambulante que perambula entre os carros a cada sinal vermelho. No paraíso do alto consumo, são versões fakes dos "Cavalinhos do Fantástico" que vendem como água. E se vende em rua de rico, imagina nos estádios?

"É a epidemia do Brasileirão por causa do Fantástico. É mais criança que compra, mas tem adulto que leva também", conta Roberto Alessandro Pereira, ambulante que trabalhava no Morumbi segunda à noite.

Ele levou 20 cavalinhos e, 1h antes do jogo São Paulo e Grêmio, já não tinha nenhum. O preço depende da capacidade do cliente em pechinchar – varia de R$ 35 até R$ 50. Roberto Alessandro acrescenta que não é só em São Paulo que os bichinhos de Tadeu Schmidt viraram mania.

"Fui para Porto Alegre com 45 e vendi tudo no Beira-Rio. Se tivesse levado cem, saía", completa.

Cavalinho já tem até nome

Felipe Pereira

Em Macapá, ainda não tem Cavalinho do Fantástico. Sorte de Aléx Marinho, que ganhou de aniversário uma viagem para ver o São Paulo. O bicho de pelúcia entrou no pacote de presentes e fez as irmãs ficarem na vontade. O cavalinho já tem até nome, Cícero. São-paulino, Aléx se apressa para explicar.

"É Cícero por causa do estádio [aponta para a fachada do Morumbi]. Do jogador eu não gosto".

Mauro de Melo Cândido, 53 anos, é outro ambulante que agradece a moda dos cavalinhos. Conta que ela começou há um mês e desde então pega os produtos no Brás, bairro de comércio popular de São Paulo. Acrescenta que os bichinhos são que nem bebês: nascem se time. Dependendo do jogo que vão, ganham a camisa de um clube.

Horas antes da torcida chegar ao Morumbi, era possível ver vários homens vestindo os bichos de pelúcia como fazem as crianças. E são justamente elas que movem o negócio. Mauro diz que os pais compram para os filhos. Renato Tiago dos Passos, 8 anos, já sabe onde ficará o dele. "Vou deixar na sala porque é onde eu assisto os jogos de futebol".

Bruno Freitas
cavalinho

Popular na 25 de março e na internet

Lugar mais conhecido de compras populares de São Paulo, a rua 25 de março não deixou passar a oportunidade de fazer dinheiro. O sucesso é tamanho que faltam produtos. No dia que a reportagem visitou o local, somente duas barracas tinham Cavalinhos do Fantástico. Numa delas havia quatro com a camisa do Palmeiras. Na outra, o único exemplar vestia-se de Grêmio.

Os vendedores diziam para voltar na quarta. Aconselhavam a não demorar porque o bichinho nem para no estoque. Ambulante de estádio sabe bem disso, Roberto Alessandro vendeu 20 cavalinhos no Morumbi, mas não vendeu 20 camisas (foram dez).

Felipe Pereira

A internet também está cheia de Cavalinhos à venda, mas na versão original, licenciada pela Globo. Neste caso, porém, eles saem mais caro. Em uma busca rápida em sites como o das Lojas Americanas, por exemplo, o bichinho chega a R$ 247, com desconto. O sucesso deles não assusta. Antes de virarem produto, o quadro do Fantástico virou perfil de Twitter, o que ajudou a popularizar a mascote:


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