Com dupla do Equador, Chape tem maior 'legião estrangeira' de sua história

Daniel Fasolin

Colaboração para o UOL, em Chapecó

  • Daniel Fasolin/Colaboração para o UOL

    Penilla (à esquerda) e Guerrero (à direita) agora integram quarteto de sul-americanos à serviço da Chape; contratações são tendência do trabalho de Rui Costa no clube

    Penilla (à esquerda) e Guerrero (à direita) agora integram quarteto de sul-americanos à serviço da Chape; contratações são tendência do trabalho de Rui Costa no clube

A Chapecoense apresentou nesta sexta-feira mais dois reforços para a continuidade do Campeonato Brasileiro e também da Copa Sul-Americana: os equatorianos Cristian Penilla e Fernando Guerrero, que se juntam a Seijas e Zeballos. Juntos, os quatro formam a maior legião estrangeira em toda história do clube catarinense.

Desde a contratação, Penilla e Guerrero não haviam falado com a imprensa. Em suas apresentações oficiais, os equatorianos falaram dos novos desafios em suas carreiras.

" É um orgulho jogar na Chapecoense. Agradeço a todos por me darem a oportunidade de jogar aqui. A Chapecoense tem um nome internacional agora e isso nos traz muitas responsabilidades. Sabemos da grande dedicação de todos no clube, e vou me doar ao máximo para fazer o melhor", afirmou Guerrero, meio-campista vindo da LDU, com passagens pelo Real Madrid nas categorias de base.

"Sei que aqui será uma experiência fantástica. Tenho um pouco de experiência internacional e aqui em Chapecó as coisas são diferentes. Nessa semana, eu já pude perceber isso. Sei que, com muito trabalho, as coisas darão certo. Venho para ajudar em tudo o que puder", discursou Penilla, ex-Pachuca (México) e Barcelona (Equador).

Pela primeira vez em mais de 44 anos de história, a Chapecoense terá mais de dois jogadores estrangeiros em seu elenco. O grande responsável por essa mudança é o diretor executivo Rui Costa, que inclusive foi o responsável por ter protocolado na CBF o pedido para aumentar de três para cinco o número de jogadores de fora do país em campo.

"Antes, olhávamos mais para Argentina e Uruguai. Agora, além de expandir os horizontes, estamos conseguindo disputar os principais jogadores com o futebol europeu. Temos a diferença da proximidade física, mas com um adendo fundamental: estamos estudando mais esse mercado. No Grêmio, por exemplo, eu conseguia identificar quem era o atacante sub-16 destaque na Argentina ou o meia sub-18 promessa no Equador", explica.

Desde que iniciou seus trabalhos no Grêmio, Rui Costa já contratou mais de uma dezena de jogadores da América do Sul para o futebol brasileiro, com ou sem passagens por clubes do país. Da Argentina, vieram Hernán Barcos, Alan Ruiz e Matías Rodriguez. Do Uruguai, chegaram a seus clubes Maxi Rodríguez, Cristian Rodriguez, Braian Rodríguez e Emilio Zeballos. Do Equador, vieram Frickson Erazo, Miller Bolaños e os próprios Fernando Guerrero e Cristian Penilla. Rui Costa ainda contratou o chileno Eduardo Vargas, o paraguaio Cristian Riveros e o venezuelano Luis Manuel Seijas.

A diretoria da Chapecoense endossou a busca por reforços no mercado sul-americano, uma vez que o mercado no Brasil não oferece muitas opções no momento. Para os jogadores, vestir a camisa da Chapecoense tem um peso diferente, como conta o meia atacante Seijas.

"Sempre é difícil para o torcedor, que nunca foi acostumado com jogadores estrangeiros. Para nós é uma responsabilidade muito grande, principalmente por ser a Chapecoense. Trabalhar em Chapecó é sensacional, e na Chapecoense é uma honra, pois não é fácil vestir a camisa da Chapecoense", comentou o venezuelano.

O lateral direito Zeballos foi o primeiro estrangeiro a ser contratado na reconstrução da equipe para 2017. No fim de 2016, 19 atletas morreram no acidente em Medellín com o avião da LaMia. Parte do processo de reconstrução do time, o uruguaio não poupou elogios ao clube.

"Desde que cheguei a Chapecó, me senti brasileiro. Me falaram que a Chapecoense é uma família, e foi isso que senti. Eu acho que o clube está vivendo um momento bom, e ser estrangeiro não muda nada. Agora, com a chegada de outros estrangeiros, o grupo vai melhorar. Eles irão somar muito. Com a chegada deles, fico feliz, pois sempre é bom alguém que fala a mesma língua que eu", disse o uruguaio.

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