Polícia pede quebra de sigilo e investiga 6 denúncias na base corintiana

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • Arquivo Pessoal

    Niki Apaza (á esquerda) fez denúncia contra Barrozo (à direita)

    Niki Apaza (á esquerda) fez denúncia contra Barrozo (à direita)

O 52º DP da Polícia Civil, localizado próximo ao Parque São Jorge, tem duas investigações abertas para apuração de possíveis cobranças de valores na base do Corinthians. Movidos a partir de acusações feitas pelo empresário americano Helmut Niki Apaza em 2016, os inquéritos investigam um total de seis denúncias no departamento.

Nos últimos dias, o delegado responsável Eduardo Kosovicz solicitou a autorização da Justiça para quebra de sigilo bancário dos envolvidos nos episódios investigados. Os inquéritos envolvem crime de estelionato e envolvidos no caso creem que a liberação do sigilo ocorra nas próximas horas.  

Apaza, munido de documentos e comprovantes de depósitos, se disse enganado na época por ter investido na compra de direitos econômicos da promessa Alyson Mota. O jogador sequer tinha contrato profissional assinado, portanto o negócio era ilegal. Além disso, a Fifa já havia vetado a comercialização de direitos para pessoas físicas e empresas.

Como o caso corre em segredo de justiça, com acesso somente das partes, os nomes ligados aos casos não foram obtidos pela reportagem. À época, ao menos cinco pessoas tiveram alguma ligação no episódio que envolvia o jogador Alyson Mota e que desencadeou os inquéritos. O atleta, aliás, se desligou recentemente do clube. 

- O empresário e piloto de avião Helmut Niki Apaza, que afirmou ser enganado na base do clube. Ele afirma ter entrado em acordo com as partes.

- O conselheiro vitalício Manoel Ramos Evangelista, mais conhecido como Mané da Carne, foi quem levou Niki ao Corinthians. Ele segue no clube.

- O então gerente da base, Fábio Barrozo, que assinou cessão de direitos econômicos do jogador e se encontrou com Niki nos Estados Unidos. Ele foi acusado pelo empresário e deixou o clube logo depois.

- O então diretor da base do clube, José Onofre Almeida, que acompanhou Barrozo nos Estados Unidos. Ele foi demitido pelo presidente Roberto de Andrade meses depois após mais um escândalo no departamento.

- O agente Julio César Polizeli, que representava o atacante e se suicidou meses após o episódio.

Comissão de ética do Corinthians arquivou o caso há exatamente um ano

Criada pelo presidente Roberto de Andrade para investigar as denúncias feitas por Helmut Niki Apaza, uma comissão de ética interna investigou as atuações dos envolvidos na época. Após depoimentos dos envolvidos, que negaram qualquer participação, o caso foi arquivado por falta de provas há exatamente um ano. 

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