Da quase saída ao protagonismo. Pedro Rocha vira peça-chave no Grêmio

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

O começo da temporada foi confuso para Pedro Rocha. Envolvido em uma negociação de renovação de contrato, poderia ter deixado o Grêmio. Foi até ameaçado de afastamento, caso não ampliasse vínculo. Tudo deu certo. Sete meses depois, o atacante é peça-chave no elenco e não cansa de ganhar elogios.

Não só pelos dois gols marcados contra o Atlético-PR na quinta-feira, pela Copa do Brasil, mas por tudo que Pedro tem feito em 2017. Ao todo ele soma 34 jogos, marcou oito vezes e deu 11 assistências para companheiros. Muito além da 'obediência tática' que o garantiu titularidade desde o ano passado.

E tudo poderia ter ido por água abaixo. No princípio de 2017, Pedro precisava renovar seu contrato, que ia apenas até o fim deste ano. A negociação foi longa e quando tudo parecia concluído, sempre uma nova situação aparecia. Tanto que em determinado momento a direção gremista decidiu que se não fosse concluído acordo, ele repetiria o feito pelo lateral esquerdo Marcelo Hermes no ano anterior. Ao negar-se a renovar contrato, ele foi relegado ao time de transição, não atuou mais vestindo as cores do Grêmio e deixou o clube ao fim do vínculo. Atualmente defende o Benfica, de Portugal.

Foi quando pesou também a parceria com o técnico Renato Gaúcho. Convicto das capacidades do atacante, Portaluppi conversou com ele, com os dirigentes e - mesmo sendo ex-atacante - foi um bom meio-campista entre as partes. Ligou interesses, aglutinou colocações e Pedro acabou permanecendo.

"Ele sempre teve a minha confiança. Fui jogador e sei o quanto é importante a confiança do treinador. Por ter sido atacante, eu mostro como tem que esperar a jogada, se comportar em campo. Ele é um menino inteligente e sabe fazer gols, já mostrou isso. No início do ano teve algumas críticas, mas jamais deixei de ter minha confiança nele. É importante esta conversa de treinador e jogador. Espero que continue assim. É um bom garoto, com cabeça boa, que procura escutar e fazer o que eu peço. É fruto do trabalho e da obediência dele", esclareceu Renato.

Ao marcar duas vezes contra o Atlético-PR na última quinta, o camisa 32 se tornou terceiro maior artilheiro da história do Grêmio na Copa do Brasil. Atrás apenas de Gilson e Paulo Nunes. Herói do título do ano passado ao marcar duas vezes contra o Atlético-MG no primeiro jogo da final, ele já tem nove no torneio.

"Eu não sabia. Procuro fazer sempre o meu papel e o mais importante é a classificação. Fico feliz demais com os gols, e quero sempre ajudar o time. Todos têm sua importância dentro do elenco, e acredito que também tenho a minha. Fico feliz em ajudar", simplificou.

O Grêmio volta a campo neste domingo para encarar o Santos. O jogo vale a vice-liderança do Campeonato Brasileiro. 

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