Por que Mattos disse que Felipe Melo "não vai sair facinho" do Palmeiras

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

  • Cesar Greco/Ag. Palmeiras

    Palmeiras não precisa se apressar para definir futuro de Felipe Melo

    Palmeiras não precisa se apressar para definir futuro de Felipe Melo

A situação financeira do Palmeiras permite que a diretoria tenha calma na hora de resolver o futuro de Felipe Melo. Embora reconheça os altos números envolvidos na contratação do volante, o clube consegue se apoiar no bom momento que vive com as contas para melhorar as condições de negócio.

O atleta está afastado do elenco após um ato de indisciplina com Cuca e treina em horários diferentes do restante do grupo. Seu retorno é descartado, mas os dias de contrato seguem valendo. O salário ultrapassa a casa dos R$ 300 mil e a luva acertada bate os R$ 8 milhões divididos em parcelas até o fim de 2019. 

Mesmo assim, o diretor de futebol, Alexandre Mattos, avisou na coletiva de imprensa. "Se algum clube quiser realmente o Felipe que procure o Palmeiras, porque ninguém procurou. Não vai ser facinho como estão achando não. Vai ser de acordo com o que vai ser bom para o Palmeiras, porque aqui tem ordem", disse o dirigente na terça-feira.

A calma para resolver a situação se explica com o número dos últimos balanços mensais aprovados no clube. O superávit do primeiro semestre foi de R$ 33 milhões, o que faz a projeção ser a de bater os números do ano passado. No mesmo período de 2016, o clube havia registrado pouco menos de R$ 30 milhões de lucro. O resultado final da temporada foi um recorde de R$ 89 milhões.

Além do sempre citado apoio da patrocinadora, que paga mais de R$ 70 milhões por ano em marketing e já investiu mais de R$ 100 milhões na compra de jogadores, o clube se apoia no sucesso de renda do Allianz Parque e no seu programa de sócio-torcedor.

A situação é tão tranquila que o presidente Maurício Galiotte conseguiu adiantar o pagamento das dívidas que tinha com Paulo Nobre, seu antecessor e agora rival político. A projeção do atual mandatário é de pagar todos os compromissos até o fim de seu mandato, em dezembro de 2018.

É isso que dá sustentação para Alexandre Mattos falar em coletiva de imprensa que Felipe Melo não vai "sair facinho". O diretor avisa que negociará para que a saída do atleta não seja prejudicial ao Palmeiras. Mesmo que a novela se arraste por um período, o gasto não será suficiente para comprometer as contas.

No mundo ideal, o Palmeiras quer rescindir com o atleta de forma amigável e tentar transferir parte da dívida de luvas para o próximo time de Felipe, a não ser que o atleta abra mão do que tem a receber. O clube não deve conseguir retorno para as comissões pagas aos empresários do negócio: R$ 2,5 milhões. 

A pressa para que a situação se resolva, no caso, fica mais com o próprio atleta. Ainda com cinco jogos no Brasileirão, ele poderia se transferir para qualquer outra equipe da Série A e seguir atuando em 2017.

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