E o fair play? PSG estaria disposto a gastar R$ 368 mi para comprar goleiro

Do UOL, em São Paulo

  • AP/Francisco Seco

O PSG parece que tentará colocar à prova o fair play financeiro da UEFA. Depois de desembolsar 222 milhões de euros para tirar Neymar do Barcelona, os franceses estariam dispostos a gastar mais 100 milhões de euros (R$ 368 milhões) para pagar a cláusula rescisória de Jan Oblak, goleiro do Atlético de Madri.

De acordo com o jornal "A Bola", o empresário de Oblak, Miha Mlakar, se reunirá com o presidente do PSG, Nasser Al-Khelaifi, nos próximos dias para tratar da negociação.

Caso o negócio avance, o PSG teria que encontrar uma maneira para se adequar ao fair play financeiro. Pelas regras, um clube só pode gastar com futebol na temporada até 5% a mais do que faturar em receitas do futebol. Esse número pode ser ampliado para, no máximo, até 30% além do total de receitas, isso se os donos do clube injetarem os valores correspondentes a esse excedente para tampar o prejuízo.

O PSG tem uma receita anual de cerca de 500 milhões de euros. Pelas regras do fair play, o clube pode gastar na temporada até 5% mais do que isso – algo em torno de 520 a 550 milhões de euros, incluídos entre essas despesas todos os gastos com o time, contratações, salários, luvas, premiações e outros. Com um aporte dos donos, esse número poderia aumentar para cerca de 650 milhões de euros, no máximo.

Somente com a contratação de Neymar (222 milhões) e a possível chegada de Oblak (100 milhões), o clube teria desembolsado 322 milhões de euros apenas em contratações. As despesas ainda aumentam quando levados em consideração os salários e premiações dos dois jogadores.

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