"Todos os treinadores queriam Rodrigo fora", diz dirigente do Vasco

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

Amigos anteriormente, o vice de futebol do Vasco, Eurico Brandão, e o zagueiro da Ponte Preta Rodrigo, parecem não falar mais a mesma língua. Em entrevista coletiva na noite desta terça-feira, o filho do presidente Eurico Miranda não poupou críticas ao ex-jogador do clube, que se envolveu em uma confusão com o técnico vascaíno Milton Mendes no último domingo e empurrou três vezes o treinador.

O dirigente ressaltou que, antes de Milton, outros comandantes que passaram pelo Cruzmaltino já queriam o defensor fora de São Januário (Jorginho, por exemplo, já declarou publicamente que teve problemas com o zagueiro).

"Todos os treinadores que passaram aqui queriam o Rodrigo fora. Sempre foi um cara de personalidade forte", declarou.

Euriquinho seguiu criticando Rodrigo e pediu punição ao experiente zagueiro da Ponte Preta, que por três temporadas defendeu o Vasco.

"Primeiro que Milton não era desafeto do Rodrigo, não tinha brigado com ele, não tinha nada com ele. O Rodrigo errou, agrediu o treinador, foi uma atitude triste, vergonhosa, tem que pagar por isso, mas não estou falando que ele é marginal", disse.

O vice de futebol foi questionado também sobre a reação pouco enérgica dos jogadores do Vasco no episódio, já que o único a chegar para intervir foi o volante Jean, e somente após o terceiro empurrão de Rodrigo no treinador.

"Vamos ser justos. São quatro atletas no campo, um estava de costas, outro também. Do nada, o cara começa a agredir o treinador. Falei com o Paulo Vitor (atacante) e ele ficou assustado com o que aconteceu. Como pode imaginar que ele (Paulo Vitor) possa ser contra o treinador?", indagou.

Euriquinho ameniza insatisfação do elenco

Durante a coletiva, Eurico Brandão também foi indagado sobre a insatisfação de parte do elenco com a postura do técnico Milton Mendes no tato com os jogadores, fator que motivou uma reunião exclusiva entre os atletas no último sábado, como revelado no UOL Esporte:

"Se nós entendêssemos que há algum tipo de racha do grupo com o treinador, já tínhamos tomado uma decisão. Nosso ambiente é bom, nossos atletas estão focados e fechados com o treinador. Quando se perde, sempre buscam-se culpados. A gente não vê um time desmotivado. O Milton é um cara sério, muito trabalhador".

O dirigente encara com normalidade algum tipo de insatisfações dos jogadores.

"Costumo dizer que futebol, em grande parte das vezes, é uma grande mentira. Essas brigas são levadas a um patamar muito grande. Temos um grupo de 37 jogadores. Isso é normal (insatisfação). Vai acontecer sempre", disse.

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