"Quiseram achar um culpado por toda situação", diz Cícero após afastamento

Do UOL, em São Paulo

  • Rivaldo Gomes/Folhapress

Cícero divulgou um comunicado sobre seu afastamento do São Paulo horas depois da confirmação de que treinará separado até conseguir um novo clube. Na nota divulgada pela assessoria de imprensa do jogador, ele cita a situação da equipe, na zona de rebaixamento, e diz que "quiseram achar um culpado pela situação". 

"Infelizmente, a fase que o São Paulo se encontra dentro e fora de campo não é boa, e como normalmente acontece no futebol, quiseram achar um culpado por toda situação. Vale lembrar que, dos 19 pontos conquistados pelo clube no Campeonato Brasileiro, 15 deles eu estava em campo ajudando meus companheiros", comenta.

Cícero também citou Rogério Ceni, técnico que pediu a contratação do jogador para a temporada e lamentou a decisão da diretoria do São Paulo. "Retornei ao clube através de um convite do Rogério Ceni, homem escolhido pela direção para comandar o time na temporada, mas que teve seu trabalho subitamente interrompido para que uma nova comissão técnica assumisse o comando do elenco".

"Fico triste com a decisão tomada pela diretoria do São Paulo, mas vou respeitar e continuar trabalhando de forma séria, como sempre fiz. Agradeço pela oportunidade de vestir novamente essa camisa que é tão importante no cenário mundial", disse.

O jogador treinará em horários alternativos no CT da Barra Funda até encontrar novo clube. Ele terá a companhia do zagueiro Lucão, que também está afastado e buscando um novo time. 

Dorival Júnior, que só havia usado Cícero apenas uma vez, entrou em consenso com os dirigentes para que o volante não participasse mais da rotina com o grupo principal. O camisa 8 foi chamado para reunião e não colocou obstáculos para a sentença. O contrato com o clube paulista termina somente no fim de 2018.

Confira a nota: 

 "Gostaria de esclarecer algumas informações que estão sendo veiculadas na imprensa sobre a minha situação no São Paulo. Quero deixar claro que não tenho inimizade alguma dentro do elenco, muito pelo contrário, tenho muitos amigos e sempre tive uma ótima relação com todos. Fiquei muito feliz em receber ligações de vários companheiros prestando solidariedade nesse momento.

Retornei para o São Paulo para ajudar o time a conquistar grandes coisas. Saí da minha zona de conforto, pois estava muito bem adaptado ao Rio de Janeiro, e aceitei a proposta de voltar por confiar no projeto que a diretoria e a comissão técnica me ofereceram. Infelizmente, a fase que o São Paulo se encontra dentro e fora de campo não é boa, e como normalmente acontece no futebol, quiseram achar um culpado por toda situação. Vale lembrar que, dos 19 pontos conquistados pelo clube no Campeonato Brasileiro, 15 deles eu estava em campo ajudando meus companheiros.

Retornei ao clube através de um convite do Rogério Ceni, homem escolhido pela direção para comandar o time na temporada, mas que teve seu trabalho subitamente interrompido para que uma nova comissão técnica assumisse o comando do elenco.

Em todos os clubes que defendi, sempre trabalhei da forma mais profissional possível e nunca tive histórico de problemas de relacionamento. Construí ao longo dos anos uma carreira séria, com muitas conquistas e gostaria que isso fosse respeitado.

Fico triste com a decisão tomada pela diretoria do São Paulo, mas vou respeitar e continuar trabalhando de forma séria, como sempre fiz. Agradeço pela oportunidade de vestir novamente essa camisa que é tão importante no cenário mundial".

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