Weverton, 300 jogos no Atlético-PR: da Série B à Seleção Brasileira

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

  • Xinhua/Cheng Min

    Weverton chega aos 300 jogos em 5 temporadas pelo Atlético: decisivo no Ouro Olímpico

    Weverton chega aos 300 jogos em 5 temporadas pelo Atlético: decisivo no Ouro Olímpico

Era 2012 e Weverton chegava no Atlético Paranaense depois de uma passagem bem sucedida pela Portuguesa. Trocou o clube do Canindé, então na Série A nacional, pelo Furacão que passava por um momento conturbado, tentando voltar à elite após um ano traumático na política interna, que resultou na queda para a B após 16 anos.

Em 16 de junho daquele ano ele estreou no gol contra o Goiás, em jogo em Paranaguá, por conta das obras para a Copa 2014. De lá para cá, 299 jogos e muita coisa mudou. O de número 300 talvez seja o mais importante desta temporada, contra o Santos, na Vila Belmiro, pela Copa Libertadores. Daquele jogo do Goiás até o de quinta-feira (10), Weverton experimentou vitórias e derrotas com o Atlético: campeão e vice paranaense, final da Copa do Brasil, terceiro e sexto lugares no Brasileiro e duas participações na Libertadores. É reconhecidamente um ídolo.

"Feliz né, principalmente no Brasil é muito difícil para um jogador ter uma marca dessas. O futebol é muito rotativo, uma hora está em um clube, depois em outro", disse em entrevista à TV oficial do clube, "Espero que a marca possa crescer cada vez mais". Ele, porém, tem contrato vencendo no meio de 2018 e ainda não renovou. Em dezembro poderá assinar com qualquer outra equipe a custo zero. No início do ano, recusou uma proposta do Granada espanhol e seus agentes não falam em proposta, mas sinalizam que o jogador deve renovar com o Atlético mesmo que apenas para sair. Tem valor de mercado estimado em 3 milhões de euros.

Reprodução
Da Série B ao ouro olímpico pelo Brasil: 300 jogos pelo Atlético

Muito dessa valorização passa por 2016, que o próprio considera "o melhor ano da carreira". Foi o ano de nascimento da filha Valentina, homenageada na foto acima. Além de campeão pelo Atlético, uma oportunidade de ouro lhe apareceu. Fernando Prass, do Palmeiras, se machucou às vésperas dos jogos olímpicos do Rio. E então veio a vitória contra o Cruzeiro por 3 a 0 no Brasileirão do ano passado. "Todo mundo fala que foi o jogo em que o Tite me levou para a Seleção. Foi um baita de um jogo, o time foi bem, fiz grandes defesas". Foi aos jogos e acabou decisivo para o inédito ouro olímpico, obsessão antiga da Seleção. Defendeu o pênalti do alemão Petersen, o que permitiu que Neymar executasse a última cobrança pelo sonho dourado. 

Weverton esteve presente em todas as convocações de Tite até aqui. Nesta quinta, dia 10, o técnico fará outra. "Estou bem tranquilo", disse, "O Tite me conhece e sabe muito bem o que tem que fazer pela Seleção".

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