Reflexo no principal: Quem se deu bem com jogo de reservas do Inter

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

O jogo entre Inter e Atlético-MG, na quarta-feira, foi um teste para muitos jogadores. O técnico Guto Ferreira precisava consolidar ideias sobre quem ele vê jogar com menos frequência e dar descanso aos titulares. Por isso, usou equipe totalmente suplente e pôde ter mais claro o rendimento de cada um.

E o teste vale menos para nomes mais conhecidos, como Nico López e Camilo - que entram em todos os jogos - ou Charles, substituto natural Rodrigo Dourado. Na verdade, os principais beneficiados são os que recebem oportunidades cada vez mais raras.

"Precisávamos consolidar algumas ideias. Era preciso consolidar ideias sobre outros e não só nos treinamentos. Tem de treinar e por na arena para jogar. Para que mostrem trabalho", disse o técnico Guto Ferreira.

E o rendimento foi satisfatório. Em geral, salvo exceções, os suplentes mostraram capacidade de disputar posição com os titulares. "Isso traz confiança a eles [reservas] e incomoda, não deixando quem está jogando se acomodar. É um processo que joga o grupo para cima e cria uma disputa sadia. Todos esperam seu momento, produzem e podem ganhar mais espaço. Com respeito", afirmou o treinador.

Confira quem se deu bem com a chance diante do Galo:

Iago

Ricardo Duarte/Inter

O lateral esquerdo sofre com dura concorrência. Está atrás do titular, Uendel, e do primeiro reserva, Carlinhos, que se recupera de lesão. Mas na chance que teve, mostrou que pode mais e arrancou elogios. "Temos jogadores que não têm muitas chances para jogar. O Iago treina muito bem e ali na frente pode nos dar bastante alegria. Mas pelo Uendel não dar brecha, porque graças a Deus ele machuca pouco e toma poucos cartões, ele acaba não tendo chance. Ainda tem o Carlinhos, que estava jogando bem até se lesionar. Então, este jogo serviu para reforçar toda confiança que temos nele", disse o vice de futebol Roberto Melo.

Ernando

Ricardo Duarte/Inter

Excluído dos planos após o fracasso no primeiro semestre, Ernando fez o oitavo jogo apenas em 2017. E foi seguro. Não falhou vez alguma e também foi elogiado. O Inter, inclusive, imagina um resgate do jogador a longo prazo. "Temos de deixar claro que minha leitura sobre o Ernando sempre foi extremamente positiva. Ele é muito profissional, responsável, e tinha ido bem contra o Santa Cruz, mas acabou tendo um problema físico, natural de quem não vem jogando regularmente. O grande medo era o momento que o time passava e com ele poderia trazer uma rejeição da torcida. Às vezes é necessário se precaver porque isso pode resvalar no resto do grupo. Hoje vimos aplausos para ele, pela partida solidária, pelo caráter, por todo homem que é. O torcedor deveria dar uma nova oportunidade para ele, porque pode ser importante na reta final", disse Guto Ferreira.

Joanderson

Ricardo Duarte/Inter

Mesmo um pouco nervoso pelo primeiro jogo como titular do time principal, Joanderson mostrou qualidade. Rápido, forte, com presença de área, o atacante ex-São Paulo provou que pode ser alternativa daqui para frente. "Ele é um jogador de choque que fez coisas interessantes hoje. O crescimento dele passa pelo nível de confiança. Ele está praticamente debutando em nível profissional. Talvez se avaliasse o nível de tensão dele poderíamos ter noção do que ele enfrentou no jogo. Dentro do contexto, fez um jogo interessante. Não foi o que todo mundo esperava, porque pega a comparação do que fez pelo Sub-23, num nível de exigência baixíssimo, e coloca no principal da mesma forma. Só que não é assim. Ele vai treinar, vamos dar minutos para ele ir amadurecendo. São processos", avaliou o técnico vermelho.

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