3ª auditoria da Arena Corinthians insiste em lacunas deixadas por Odebrecht

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • Joel Silva/ Folhapress

Realizada por um grupo de oito conselheiros do Corinthians, a terceira auditoria diferente sobre a Arena também aponta obras não realizadas pela Odebrecht. Portanto, na avaliação desse relatório, o clube deverá buscar um acordo com a empreiteira responsável pela construção do estádio. 

Diferentemente das auditorias realizadas pelo escritório de advocacia Molina & Reis e pela engenharia Cláudio Cunha, ambas encomendadas pelo Corinthians e que apontavam diferenças de até R$ 200 milhões em obras não realizadas, o relatório preparado por conselheiros não tem um valor estimado. Mas reforça à diretoria do clube, e em especial ao presidente Roberto de Andrade, a necessidade de se renegociar a dívida com a Odebrecht. 

No próximo dia 25, está confirmada uma reunião no Conselho Deliberativo do Corinthians para que os oito conselheiros, liderados por Guilherme Strenger, presidente do órgão, apresentem os resultados dos estudos realizados. A ideia desse grupo é que, a partir dessas auditorias e de um acordo que está em fase de costura com a Caixa Econômica Federal, seja negociado um trato para que a Odebrecht deixe o Fundo Arena Corinthians. 

Nos últimos dias, com a venda de mais Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CID), a dívida do Corinthians só com a construtora caiu para aproximadamente para R$ 350 milhões.

A Obebrecht ainda assume não ter realizado cerca de R$ 40 milhões em obras previstas no projeto original do estádio, mas argumenta que isso ocorreu devido ao esgotamento do fundo composto por itens de verba e que era administrado pelo então vice-presidente Luis Paulo Rosenberg e o arquiteto Aníbal Coutinho.  

Um exemplo apontado nesse sentido é uma obra para permitir a extração de fumaça que, segundo a construtora, consumiu aproximadamente 40% dessa quantia. O entendimento dos executivos da empresa é que as obras não concluídas dizem respeito ao acabamento externo, em sua grande maioria. Apesar desse posicionamento, a Odebrecht é favorável a um acordo amigável para romper os laços com a Arena Corinthians. 

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