Brasil volta à Colômbia pela 1ª vez após tragédia com Chape "esquecida"

Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em Barranquilla (Colômbia)

  • Pedro Ivo Almeida/UOL

    Seleção na Colômbia: euforia e devoção por Neymar, mas nada de Chapecoense

    Seleção na Colômbia: euforia e devoção por Neymar, mas nada de Chapecoense

O Brasil entra em campo na tarde desta terça-feira (5), no Estádio Metropolitano de Barranquilla, para encarar a Colômbia pela sequência das Eliminatórias. O jogo será o primeiro da seleção em solo colombiano após a tragédia da Chapecoense, no último mês de novembro, que vitimou fatalmente 71 pessoas. O assunto, no entanto, já não é mais lembrado com tanta frequência – praticamente nenhuma.

Se em janeiro, no chamado "jogo da amizade" realizado no Engenhão (RJ), o foco era o trágico acidente, as atenções para o jogo desta terça estão voltadas para dentro de campo. Nas ruas da cidade colombiana, torcedores locais e brasileiros só querem saber de Neymar.

"Realmente não fizeram qualquer menção ao assunto. Claro que a Chapecoense está no coração de todos nós, colombianos, mas infelizmente acabam esquecendo um pouco. O povo agora quer ver os jogadores de sucesso internacional", disse o comerciante Jayson Almada.

No fim da noite de domingo (3), emendando com a madrugada de segunda-feira (4), a população local já mostrava sua devoção pelo time brasileiro. Mais de 400 torcedores se aglomeravam em frente ao hotel da seleção e disputavam, entre empurrões e cotoveladas, um lugar próximo às grades de segurança para ver os jogadores de perto.

Neymar era o mais festejado. A segurança teve de ser reforçada no momento que o camisa 10 descia do ônibus – cerca de dez minutos após o restante do grupo.

Pedro Ivo Almeida/UOL
Em janeiro, Brasil x Colômbia ficou marcado por homenagens à Chape

Nas ruas, camisas do Barcelona, do PSG, do São Paulo, do Corinthians, do Botafogo e do Internacional se destacavam no meio dos diversos torcedores. Nenhuma menção à Chapecoense, no entanto, era vista.

"O pessoal comprou muitas camisas na época. Usávamos há até bem pouco, mas acho que passou um pouco. Creio que nosso povo prestou as homenagens que deveria. Agora já passou", analisou o estudante Boris Andres, presente na porta do hotel do Brasil desde a chegada da delegação.

Durante as entrevistas coletivas de Colômbia e Brasil na véspera do duelo, nenhuma menção ao acidente de novembro de 2016.

Na programação da partida, nenhuma homenagem está prevista. Segundo organizadores, não houve pedido das confederações. Os responsáveis pelo jogo ainda reforçaram que a dificuldade de incluir qualquer manifestação dentro do protocolo da Fifa inibe qualquer iniciativa.

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