Torcida pede Muricy no SP; relação ruim com Leco e falta de tempo impedem

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

  • LEVI BIANCO/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

    Muricy Ramalho durante a sua última passagem pelo São Paulo, entre 2013 e 2015

    Muricy Ramalho durante a sua última passagem pelo São Paulo, entre 2013 e 2015

O São Paulo completou dez rodadas na zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Tal rendimento é igual ao da pior campanha do time na competição, em 2013. Por isso, não é de se estranhar que a torcida peça a volta de Muricy Ramalho, considerado o salvador do Tricolor naquela ocasião. A chance de tal desejo ser atendido, no entanto, é quase zero, por alguns motivos.

Um grupo de torcedores e conselheiros diz ter conseguido 5 mil adesões para um abaixo-assinado que reivindica a contratação de um coordenador técnico. A ideia inicial da maior parte destes são-paulinos era ver Muricy em tal cargo. Porém, de acordo com pessoas próximas ao treinador, a relação dele com o presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, não é das mais harmoniosas.

Quando Muricy passou pelo clube, entre 2006 e 2009, e conquistou o tricampeonato brasileiro, começaram os primeiros relatos de problemas de entendimento entre os dois. Muitos até atribuíram a demissão do treinador, após eliminação na Copa Libertadores, ao então vice-presidente Leco. Em 2013, para retornar ao Morumbi, a negociação foi toda conduzida pelo presidente Juvenal Juvêncio, que decidiu demitir Paulo Autuori e chamar Muricy. O técnico, inclusive, reforçou diversas vezes que só havia negociado com o mandatário.

Ainda pelo lado de Muricy, pesa o fato de o hoje ex-treinador ter contrato de comentarista com o Sportv e estar satisfeito com a nova função. A família também prefere vê-lo longe da rotina do futebol por conta dos problemas de saúde que o ex-técnico sofreu quando dirigia o próprio São Paulo e o Flamengo.

Sem tempo, sem coordenador

Pelo Tricolor, a possibilidade de ser contratado um coordenador técnico é remota. Segundo apurou o UOL Esporte, a diretoria considera que não há tempo para um profissional se adaptar à rotina do clube e aos profissionais que já comandam o time. Além disso, o organograma atual não prevê espaço para uma nova função na comissão técnica.

Em reunião do Conselho Deliberativo do clube, o diretor executivo de futebol, Vinícius Pinotti, disse ter o elenco em suas mãos e deixou claro que não havia intenção de ser contratado um coordenador técnico. Para completar, o treinador Dorival Júnior também não vê a necessidade de se trazer mais alguém para a comissão. Já confiante em sua equipe, quando assinou com o São Paulo e foi questionado sobre o assunto, em julho, o técnico não fez força para que Pintado fosse mantido no cargo de auxiliar. 

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