Marinho sofreu na China. Mas hoje arrisca até sua frase famosa em mandarim

Karla Torralba e Vanderson Pimentel

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/Facebook

Marinho deixou o Brasil em alta no começo de 2017 para jogar no futebol internacional pela primeira vez. O destino escolhido foi a China, o Changchun Yatai. O jogador disputado por vários times brasileiros, no entanto, não conseguiu se adaptar de cara e, fora das escalações, chegou até a pedir para atuar com o time B de sua equipe. Agora o atacante vive momento bem diferente, leva a situação com naturalidade e até arrisca umas palavras em mandarim.

Falando em frases e palavras na língua da China, quem não se lembra, por exemplo, de sua famosa frase espontânea a um repórter em 2015, quando ainda jogava no Ceará e soube que estava suspenso por ter tirado a camisa ao comemorar um gol? "Que m...,hein"? Pois é, ela está no repertório. 

"Eu aprendi mais o básico. A chamar o garçom no restaurante, a falar oi para as pessoas", diz Marinho. "Mas assim: quando eu tropecei na calçada, solta um: caramba, que merda, alguma palavra assim, eu já aprendi. Quando você está aqui, aprende. Não dá pra aprender tanta coisa, mas dar um 'oi' eu aprendi legal", brincou.

O atacante que ficou famoso também pelos seus gols no Brasil relatou a dificuldade de precisar deixar a equipe titular do Changchun Yatai. Foram dois meses sem jogar e uma passagem pelo time B por pedido do próprio Marinho logo no seu primeiro semestre na China.

"O treinador falava que eu não estava adaptado e hoje ele diz que está gostando de mim. Eu continuei me dedicando pra caramba na época. Tinha jogos no time B e eu pedi para jogar pra manter o ritmo e quando a oportunidade apareceu, eu aproveitei e ele (o treinador) começou a me elogiar", relembrou Marinho.

"Eu fui titular nas sete primeiras rodadas do Chinês. Depois eu perdi espaço e fiquei quase dois meses fora. A adaptação, eu senti bastante. Estava complicado sair do time, mas continuei trabalhando forte e depois de dois meses sem jogar eu voltei nas ultimas seis /sete partidas e recebi elogio do treinador. Isso tem me dado confiança", contou o atacante.

Os amigos da equipe

Marinho já tem grandes amigos no elenco e é com eles que se diverte em churrasco e festas. Tudo de forma bem tranquila, sem muita badalação.

"Nós estrangeiros, nos damos bem. O Bruno (Meneghel) é um irmão, também tem nosso fisioterapeuta brasileiro, que estamos sempre juntos, o Felipe. O Yaki Yen, que é espanhol e o pai chinês. Nós, estrangeiros, sempre fazemos churrascos após os jogos. Estamos sempre juntos. Nosso relacionamento também com os chineses é muito bacana", disse.

Carne de cachorro? Nem pensar!

A alimentação é outro ponto de curiosidade para o um brasileiro na China. Marinho não tem problemas e até gosta de alguns itens da culinária chinesa, mas faz um alerta? Nunca comerá carne de cachorro.

"Eles têm uma sopa muito bacana, uma comida bem apimentada, como se fosse um miojo que coloca shoyo e coisas legais. É o que eu mais curto deles. Eles comem uns churrasquinhos espetinho muito bons também. As pessoas pensam que estou comendo cachorro, mas não. Em Pequim, por exemplo, tem escorpião, barata, mas ninguém tem coragem. Minha esposa encontrou cabeça de cachorro, canela de cachorro e ela ficou perplexa e não acreditava. Tem muita coisa estranha, mas que não passamos situação dessa pra comer e nem vamos passar", brincou. 

Voltar para o Brasil

Marinho contou que teve contatos para voltar ao futebol brasileiro principalmente quando estava sem atuar, no entanto, ressalta a vontade e cumprir seu contrato, que acaba em dezembro de 2019.

"Se vai pelo dinheiro, com certeza, mas o futebol não muda. Estou aqui por objetivos que pra mim vale mais. Minha família é em primeiro lugar. Foi uma escolha que fiz e não me arrependo. Não tenho vontade de voltar agora não. Quero cumprir meu contrato. Teve telefonema pra eu voltar para o Brasil, principalmente na fase que fiquei quase dois meses sem jogar. Não vim pra cá pra ir embora 5 meses depois. Quero jogar", ressaltou.

 

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