Depois do rompimento: Atletiba 374 opõe rivais em relações estremecidas

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL, de Curitiba (PR)

  • Guilherme Artigas/FotoArena/Estadão Conteúdo

A rivalidade entre Atlético Paranaense e Coritiba, de quase cem anos, carrega provocações, disputas e brigas. Até marcas famosas têm de mudar suas cores para estarem associadas a um dos clubes, caso a tonalidade desagrade o parceiro. Nos últimos anos, porém, a aproximação das diretorias em interesses comuns, como a negociação das cotas de TV, fez com que os clubes promovessem ações conjuntas. Esses tempos de paz, ao que tudo indica, estão de lado para o confronto deste domingo, pelo Campeonato Brasileiro. 

A fase de "paz" ficou comprometida após a disputa pelo aluguel do Couto Pereira solicitado pelo Atlético para a Libertadores, no duelo contra o Santos, com base em um contrato. O pedido foi negado pelo Coritiba, que alegou uma reforma no gramado justamente para o período. "Esquecemos (a parceria). Vamos tocar nosso projeto, eles tocam o deles", resumiu Luiz Sallim Emed, presidente atleticano. Médico, ele mantém relações com José Fernando Macedo, colega de profissão e vice-presidente do Coritiba, mas os temas não caem mais nos eventos conjuntos dos clubes.

Entusiasta do projeto de um novo estádio para o Coxa, o vice presidente Alceni Guerra esteve muito próximo de Mário Petraglia, presidente licenciado do conselho atleticano, quando discutiu-se até a possibilidade de uma solução conjunta. Guerra declarou, ao jornal "Gazeta do Povo", na última semana, que uma reforma no Couto Pereira, e não a construção de um novo estádio, "eternizaria o atraso do Coritiba em relação ao Atlético". O dirigente tem uma ideia de "autogestão" da possível obra com base no que Petraglia fez na Arena. Ambos conversaram muito para o aluguel do estádio alviverde na Libertadores, o que não ocorreu.

O Atletiba também terá sequência na jJstiça. No dia 21 de setembro, as partes vão se sentar no Judiciário Paranaense para discutir quem tinha razão no episódio da Libertadores no Couto Pereira. O Furacão pede uma indenização milionária, alegando prejuízos financeiros com o descumprimento do contrato; o Coxa alega que o contrato já não tinha validade e, ainda assim, estava incapacitado de atender a demanda pelo fato do campo de jogo não ter condições.

Ao contrário do que aconteceu nos jogos finais do Paranaense, quando transmitiram os dois jogos pelo YouTube e Facebook, nenhuma ação em comunicação foi feita em conjunto. O Atlético seguiu em seu esquema de pouco acesso à imprensa, enquanto que o Coritiba restringiu o contato entre repórteres e elenco de forma excepcional, reduzindo para apenas uma entrevista coletiva antes do jogo. Nos bastidores, é sabido que as relações estão estremecidas. O discurso, porém, é de que os clubes não teriam nenhum problema em fazer novos negócios.

Tanto é assim que o Atlético espera que o Coritiba mantenha o apoio ao fim do veto à grama sintética para o Brasileirão.

ATLÉTICO PARANAENSE X CORITIBA

Data: 10 de setembro de 2017, domingo
Horário: 11h (de Brasília)
Motivo: 23ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR)
Árbitro: Anderson Daronco (Fifa-RS)
Auxiliares: Rafael da Silva Alves (RS) e Elio Nepomuceno de Andrade Junior (RS).

ATLÉTICO:
Weverton; Jonathan (Zé Ivaldo), Wanderson, Thiago Heleno (Paulo André) e Fabrício; Esteban Pavez, Matheus Rossetto (Lucho González) e Sidcley; Guilherme, Nikão e Ribamar.
Técnico: Fabiano Soares.

CORITIBA:
Wilson; Léo (Dodô), Cléber Reis, Werley e William Matheus; Alan Santos, Jonas, Rafael Longuine e Matheus Galdezani; Kléber e Rildo.
Técnico: Marcelo Oliveira.

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