Cueva pede desculpas ao São Paulo e diz que errou na briga com Rodrigo Caio

Bruno Grossi

Do UOL, em São Paulo (SP)

  • Jales Valquer/Estadçao Conteúdo

    Cueva tem sofrido com críticas da torcida e até dentro do elenco

    Cueva tem sofrido com críticas da torcida e até dentro do elenco

No fim da tarde desta segunda-feira, o São Paulo anunciou que Christian Cueva seria o entrevistado do dia no CT da Barra Funda. O peruano, figura rara para conversar para as coletivas no clube, apareceu na sala de imprensa para comentar a relação com Rodrigo Caio. O zagueiro havia cobrado o meia publicamente, enquanto o camisa 10 pediu as perguntas após o empate com a Ponte Preta no último sábado fossem direcionadas ao companheiro. Também nesta segunda, mais cedo, a dupla teve conversa particular de pouco mais de dez minutos para esclarecer a confusão.

"Conversamos por Whatsapp antes e hoje falamos antes do treino, conversamos e foi bom. Depois de tudo isso, conversamos com o grupo, o que precisaria acontecer. O erro foi meu. Começaram a passar as imagens do que Rodrigo falou de mim, só vi isso, me irritei e agora peço desculpa publicamente a ele, aos companheiros e a todo o São Paulo", disse Cueva, que terminou a entrevista com um pronunciamento: "E queria falar uma coisa: nunca vou me esconder do meu grupo nos momentos ruins".

Após a conversa particular, Cueva e Rodrigo conversaram com o restante do elenco, comissão técnica e até dirigentes. O peruano não quis falar o que foi discutido na reunião, mas acredita que o saldo foi positivo. "Mostra que sabemos a situação em que estamos. Não é momento de falar ou fazer coisas que não vão ajudar o grupo. Entendemos o torcedor. O São Paulo é grande, não vai cair. Reverteremos a situação com trabalho. Essa é a única maneira. E todos juntos, como é o São Paulo. Muitos falam que estamos brigando e não é assim. Não gosto que falem coisas erradas. Somos uma família. Famílias têm problemas, mas resolvem eles internamente", explicou.

As recentes críticas da torcida, do elenco e dirigentes por mais dedicação também foram tema da entrevista do camisa 10. Acelerado, Cueva chegou a fazer comentários durante as perguntas e foi enfático a cada resposta. Assim, por exemplo, negou qualquer frustração por não ter sido negociado com o futebol europeu e ainda defendeu a ideia das torcidas organizadas em fazer reunião com o grupo no CT: "Eles estão no direito deles. Nos momentos duros, também estiveram com a gente. Mas tem que ser uma conversa para somar".

"Não sei o sentido da palavra cobrar aqui. Cobrar para mim é quem fala as coisas diretamente e de boas maneiras. No meu trabalho é assim, como foi comigo e onde todos defendem o São Paulo, como eu, Rodrigo, Lugano, Petros, Pratto. Precisamos trabalhar juntos. Falava-se muito que fiquei chateado por não ter saído. Isso é secundário. Cheguei aqui porque quis, porque sei o que representa esse clube grande. Se chegar uma proposta, será tratado internamente. Isso nunca me fez cair de rendimento", completou.

Veja outros trechos da entrevista coletiva de Cueva:

Por que rende mais na seleção peruana?
No momento bom, quando estava jogando bem, o clube estava em momento ótimo e me cobravam na seleção. Agora a coisa se reverteu. É futebol, são momentos. Em algum momento vamos tomar outro caminho.

Reserva contra a Ponte Preta
Quem sou eu para dizer se é justo ou não. Cabe ao técnico e eu vou continuar apoiando meus companheiros. Não importa quantos minutos ou a situação, o São Paulo precisa de mim, de Rodrigo Caio, de todo mundo e da torcida.

Time em evolução?
Lógico que teve uma melhora. Às vezes os resultados não aparecem, mas tem uma melhora, mesmo que eu ou Lugano não joguemos. Jogamos bem. Poderíamos ter ganhado, abrimos 2 a 0, mas o futebol é assim. Pequenos erros nos levaram a isso. Teve o pênalti. Vamos melhorar a cada dia.

Torcida lota o Morumbi, mas sai frustrada
A gente fica triste por isso, porque a torcida está lotando o estádio. Temos que aplaudir. Queremos dar alegria a eles e vamos dar. o São Paulo não pode cair. E a diretoria também tem feito muito. Sei que falam muito sobre eles, mas estamos trabalhando juntos. Enfrentamos os momentos duros juntos.

Trabalho da diretoria
Está sempre junto da gente, dando o melhor. Ninguém me deve nada, o clube cumpre com tudo. Eles se preocupam com o jogador e com a pessoa. Nós não descartamos isso.

 
 

 

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