Neto acreditava em disputa com Buffon e agora sonha com volta à seleção

Bruno Doro e Vanderson Pimentel

Do UOL, em São Paulo

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Nome incontestável de um time tradicional da Itália e convocado para a Copa América pelo Brasil. Quando Neto deixou a Fiorentina rumo à Juventus em 2015, o goleiro acreditava que poderia desbancar Gianluigi Buffon do posto de titular. Dois anos depois na reserva, o jogador de 28 anos diz que se transferiu ao Valencia para recuperar a confiança e buscar o "objetivo pessoal" de voltar à seleção.

Contratado pelo time espanhol com os também brasileiros Gabriel Paulista e Andreas Pereira, Neto disse ao UOL Esporte que sua chegada para substituir Diego Alves não passou de "coincidência". "Eu sempre tive vontade de jogar a liga espanhola. Quando apareceu uma oportunidade de um clube como Valencia, pesou. É um clube importante no futebol europeu. Nos últimos dois anos pode não ter alcançado o que todos esperam, mas a expectativa é a melhor possível".

Assim como as de seu novo clube, as expectativas de Neto também aumentaram em 2017/2018. Com apenas 22 jogos disputados nas duas temporadas anteriores, o goleiro se vê mais preparado para novos desafios após dois anos na Juventus.

"Conquistei muitos títulos e aprendi a ganhar. Lógico que o objetivo é sempre estar em campo. Durante os dois anos, sempre estive pronto para jogar e respeitei o Buffon. Claro que não era como queria, mas são escolhas de treinadores. E meu trabalho era sempre estar pronto. Mas nas oportunidades que tive demonstrei isso", disse.

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Aposta arriscada

Titular absoluto na Fiorentina, Neto deixou o clube no fim de seu contrato, acertando com a Juventus em julho de 2015. Apesar da concorrência de Buffon, o goleiro, que tinha disputado a Copa América pelo Brasil, disse que foi para Turim por achar que tinha condições de disputar a titularidade com o capitão da seleção italiana.

"Quando fui para Juventus, me sentia muito bem e pronto para competir pela posição com ele. Você sempre vai competir com outro goleiro. Só que foram escolhas dos treinadores. Enquanto isso, busquei fazer o meu melhor no tempo em que estive por lá. E eu sabia que, em alto nível, não teria problema nenhum para jogar".

Mesmo ressaltando que aprendeu a ganhar títulos e que teve "um crescimento muito grande" no time bianconero, o goleiro diz que nunca deixou de acreditar no seu potencial. "Fazendo isso, conseguimos transmitir a confiança para os outros e estaremos prontos para qualquer oportunidade. Porque, é claro, nessa situação as oportunidades são menores. E, tendo menos oportunidades, essa situação acaba minando um pouco a sua confiança. O segredo, então, é trabalhar ainda mais do que quando tem continuidade e está jogando".

François Lenoir/Reuters

Seleção é sonho

Revelado pelo Atlético-PR, Neto virou titular do Brasil nos Jogos Olímpicos de 2012 após a lesão de Gabriel, que atualmente defende o Milan. Depois de 2015, o jogador nunca mais foi convocado pela seleção brasileira, até pelo número menor de jogos que fazia.

Mesmo que nunca tenha sido chamado por Tite, o jogador ainda tem esperanças de estar presente no grupo que irá disputar a Copa do Mundo de 2018. "É um objetivo pessoal, mas sei que goleiro é uma decisão da comissão técnica. Eu não sei qual é a opinião do Tite, quem ele está observando. Mas eu estou focado para uma grande temporada. E, se tiver oportunidade de estar em uma convocação, espero aproveitar".

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