Declarações, traição e retorno: o caso de amor entre Rooney e Everton

Do UOL, em São Paulo

  • AFP PHOTO / Oli SCARFF

    Rooney comemora gol em seu retorno ao Everton

    Rooney comemora gol em seu retorno ao Everton

Em julho deste ano, Wayne Rooney acertou seu retorno ao Everton depois de 13 anos defendendo o Manchester United. Aos 31 anos, recusou propostas milionárias da China e dos Estados Unidos. Por quê? Para voltar a defender seu time de coração e o time de coração de toda sua família. Mas como toda boa história de amor, ela já teve altos e baixos, com direito até a traição.

Rooney se tornou torcedor do Everton por influência do pai, Thomas. Aos nove anos, recebeu convite para fazer um teste no arquirrival Liverpool. Ele foi, mas fez questão de chegar vestido com a camisa do Everton. O ato de rebeldia foi superado pelo Liverpool, que o aceitou para ficar uma semana mostrando seu futebol.

Foi quando o Everton facilitou a vida de Rooney. O olheiro da equipe, Bob Pendleton, ficara sabendo da fama do atacante e o viu jogar pessoalmente. Não teve dúvidas: falou com os pais do garoto e, segundo contou à "BBC", até antecipou um dia de testes que o Everton faria só para que Rooney vestisse logo a camisa azul. Deu certo.

O atacante já tinha números incríveis desde suas atuações pelas equipes sub-10. Aos 15, atuando pelo time sub-19, fez oito gols em oito jogos, incluindo um em final contra o Aston Villa. Na comemoração, mostrou uma prova de amor pelo Everton. Sob o uniforme, uma camisa dizia: "Uma vez azul, sempre azul".

Rooney estreou pelo Everton como profissional aos 16. Foram duas temporadas pela equipe até que o inevitável aconteceu: o Manchester United ofereceu 25 milhões de libras, valor exorbitante na época. Aos 18 anos, o atacante se transferia para Manchester e abandonava o time do coração.

Ao voltar ao Goodison Park como jogador adversário, Rooney ouvia vaias e via cartazes o acusando de traição. E aí cometeu um ato que machucou ainda mais a torcida do Everton: beijou o escudo do Manchester United.

A relação só começou a melhorar em 2011, quando o atacante publicou em uma rede social a frase "Everton até a morte". Quatro anos depois, a paz foi selada. Ao saber que aconteceria uma partida em homenagem a Duncan Ferguson, ídolo do Everton, Rooney pediu para participar.

Ele estava prestes a se tornar o maior artilheiro do Manchester United quando vestiu a camisa azul do Everton nesse amistoso. Pouco depois, nova prova de que sempre esteve muito ligado ao clube de Liverpool. Ao saber da morte de Howard Kendall, um treinador icônico do Everton, Rooney fez questão de ir a seu enterro, um dia depois de perder pênalti em decisão pelo Manchester.

"Eu tinha que estar aqui. Esse é meu clube", disse Rooney, segundo o presidente do Everton, Bill Kenwright. Ali, segundo o dirigente, estava claro que o retorno do atacante ao time de coração estava se aproximando.

E isso aconteceu em julho deste ano. "Para ser honesto, me mantive quieto nos últimos 13 anos, mas sempre usei pijamas do Everton em casa com meus filhos", disse ele na chegada. Diante do histórico de Rooney, difícil duvidar dessa revelação.

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