Corinthians vê instabilidade emocional e avalia nomes 'cascudos' para 2018

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • Daniel Vorley/AGIF

    Corinthians, com gol de Maycon, ficou no empate diante do Racing em Itaquera

    Corinthians, com gol de Maycon, ficou no empate diante do Racing em Itaquera

Em discussões iniciais sobre o planejamento para a próxima temporada, direção e comissão técnica do Corinthians acreditam, de um modo geral, que reforçar o elenco com jogadores que suportem a pressão de uma Copa Libertadores será elemento importante na busca por reforços. Essa conclusão se fortaleceu nos últimos cinco jogos, em que o time mais regular do futebol brasileiro em 2017 só conseguiu uma vitória. 

A citação a nomes 'cascudos', que conseguem manter o mesmo nível de desempenho em situações extremas, leva a dois ídolos recentes do Corinthians e também a outro que parou no rival como exemplos de atletas dessa classe.

Campeões da Libertadores 2012, o meia Danilo e o atacante Emerson Sheik, de personalidades distintas, se caracterizavam por esse espírito. O primeiro deles ainda segue no clube, curiosamente, mas já tem 38 anos e passa por momento difícil no ponto de vista físico. Ainda no que diz respeito a exemplos, também há quem aponte para Dudu, atacante palmeirense que se destaca pela iniciativa nos momentos de dificuldade, como um perfil a se inspirar no mercado.

Nos últimos cinco jogos, alguns jogadores deram demonstrações de que a pressão diante da grande campanha do primeiro turno do Brasileirão tem afetado de certa maneira. Balbuena avançou ao ataque de forma desgovernada em alguns momentos, Rodriguinho não tem criado tantos lances quanto antes, Fagner sofreu mais dribles que o de costume na Vila Belmiro, Gabriel tem encontrado dificuldades no passe e, mesmo mais regulares como Maycon e Romero, têm oscilado além do normal. 

O desempenho do jovem volante, por exemplo, gerou preocupação justamente por sua regularidade tão habitual no aspecto mental do jogo. Uma das conclusões é que Maycon, até o jogo de quarta-feira, havia reduzido suas chegadas à área, apesar dos incentivos de Carille para que seja o elemento surpresa no campo ofensivo. Já diante do Racing, ele foi o melhor corintiano na partida, fez gol, acertou uma bonita cabeçada e deu sinais de recuperação.

No que diz respeito à montagem para o próximo ano, por ter 99% de chances matemáticas de disputar a Copa Libertadores, o Corinthians quer acelerar definições para entregar, em janeiro, um grupo de atletas prontos para a pré-temporada. Apesar da possibilidade de ganhar o título brasileiro, não se espera a realização de grandes investimentos, o que também exige maior antecedência para buscar as melhores oportunidades de mercado. 

Fábio Carille, que ainda não tem contrato renovado, já deu indicações de que espera um elenco com menos jogadores jovens em relação a 2017, quando chegou a escalar até sete atletas das divisões de base durante o Paulistão. Até o momento, ele fala em cerca de cinco reforços, além de reposições à eventual vendas de titulares, como base para 2018.   

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