Organizada e briga: investigados por MP marcam presença em evento de Eurico

Do UOL, no Rio de Janeiro

O lançamento da candidatura à reeleição do presidente do Vasco, Eurico Miranda, contou com mais de 500 pessoas num clube português na Zona Norte do Rio de Janeiro, mas não terminou bem. Do lado de fora, membros de organizadas entraram em confronto após o evento. Internamente, um dos investigados na denúncia do Ministério Público contra os dirigentes do clube esteve presente e circulou pelo local.

Rodrigo Granja dos Santos, conhecido como "Batata", é identificado pelo MP como membro da organizada Força Jovem, que está suspensa das praças esportivas brasileiras. De acordo com o órgão, que se baseou em relatórios da Polícia Militar, ele foi empregado no quadro de funcionários do Vasco.

No evento desta quinta-feira, ele apareceu vestido com a camisa da campanha de Eurico Miranda e se concentrou junto com outros membros de organizadas.

Questionado sobre a denúncia, o presidente vascaíno confirmou o fato e deu de ombros:

"Tenho há três anos um funcionário que foi integrante da Força Jovem. Não existe nesse país algo que impeça de eu contratar alguém que algum dia foi do partido comunista, do partido nazista... Isso é uma grande sacanagem. Eles que provem. Ligação eu tenho com todos, mas não essa que querem insinuar". 

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Rodrigo Granja, conhecido como "Batata", foi visto no evento de Eurico Miranda

Bandeiras da Força Jovem não foram vistas no salão onde aconteceu a convenção, somente das organizadas Ira Jovem e Mancha Negra. Do lado de fora, porém, alguns torcedores usavam bonés e artigos da "FJV". O presidente da torcida, Sávio Agra Sássi também foi visto nas imediações. 

Em meio aos pronunciamentos de Eurico Miranda, pôde se ouvir de dentro do clube gritos de guerra da organizada e xingamentos à TV Globo. Uma Kombi os abastecia com cervejas gratuitas.

Nesta quinta-feira, o Ministério Público ofereceu denúncia pediu a destituição imediata de Eurico Miranda e de seus vice-presidentes do Vasco. No fim da tarde, uma decisão do Juizado do Torcedor deu um prazo de 10 dias para o clube se defender das acusações.

"O que aconteceu foi uma barbaridade. O Vasco não pôde contestar nada. Já fizemos tudo o que podíamos, e vamos provar. Nós que abrimos inquérito na polícia. Eles que apurem", disse Eurico.

Briga também com a torcida do Flu

Moradores também registraram focos de confusão entre vascaínos que saíam da convenção de Eurico Miranda com torcedores do Fluminense que deixavam o Maracanã após a partida contra a LDU pela Copa Sul-Americana. Os dois eventos aconteceram na mesma região e eram relativamente próximos. O de Eurico se iniciou às 20h e terminou pouco depois das 22h. A partida do Tricolor começou às 19h30 e acabou às 21h30.

No lançamento da chapa do presidente cruzmaltino não foram vistos policiais militares. Apenas seguranças particulares.
 

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