Crise na seleção feminina põe Emily na berlinda; atletas pedem permanência

Dassler Marques, Giovana Pinheiro e Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em São Paulo e no Rio de Janeiro

  • Rafael Ribeiro/CBF/Divulgação

Depois de nove meses, a presença da treinadora Emily Lima está ameaçada na seleção brasileira feminina.

Com cinco derrotas e um empate nos últimos seis jogos, todos contra seleções com melhor posição no ranking da Fifa, o presidente Marco Polo Del Nero avalia a possibilidade de demissão de Emily. Uma reunião até o início da semana deve encaminhar a situação.

Na tarde desta quinta-feira, depois de 42 horas de viagem entre a Austrália e o Brasil, a treinadora desembarcou em São Paulo e está ciente sobre a situação, assim como todo o grupo de atletas que participou das duas derrotas contra as australianas nos últimos dias.

Em solidariedade à Emily Lima, as jogadoras se reuniram com o coordenador Marco Aurélio Cunha e pediram que transmitisse ao presidente Del Nero que o desejo do elenco era a permanência da treinadora. As atletas ainda cogitam entregar esse pedido por escrito a Marco Polo.

Segundo apurou a reportagem, porém, o gesto não foi bem recebido pelo mandatário. Entre os superiores, há admiração pelos métodos de jogo de Emily, mas sua relação com o grupo de atletas e perfil de comando não são bem vistos.

O período atual é considerado importante para definições, já que nos próximos meses será disputado o Sul-Americano da categoria. A data ainda não foi fechada pela Conmebol, mas a expectativa da CBF é que ocorra em abril. O torneio é essencial, já que define vagas para a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos.

Histórico recente

Contratada em novembro do ano passado, Emily teve um início promissor, com sete vitórias seguidas, mas viu seu trabalho declinar no que diz respeito aos resultados desde então. A treinadora, que já havia atuado nas divisões de base da CBF, teve um empate e cinco derrotas nas últimas seis partidas. Seu pior resultado foi uma queda por 6 a 1 para a Austrália.

Depois de três derrotas seguidas em três jogos contra as australianas, jogadoras brasileiras se recusaram a cumprimentar as adversárias e foram criticadas. O episódio teve repercussão ruim dentro da CBF.

Emily, 36 anos, que também foi jogadora e comandou as seleções de base do Brasil, chegou ao cargo credenciada pelo vice-campeonato da Copa do Brasil pelo São José-SP. Caso ela seja demitida, o favorito a assumir o cargo é Osvaldo Alvarez, o Vadão, que atuava na função até a contratação. 

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